Reserva Ecológica em Monte Verde

A 165 km da cidade de São Paulo, no sul do estado de Minas Gerais, está Monte Verde, um importante destino turístico e referência para quem busca o clima frio das montanhas, aliado à tranqüilidade de uma cidade interiorana. A pequena cidade que se formou

  
  

A 165 km da cidade de São Paulo, no sul do estado de Minas Gerais, está Monte Verde, um importante destino turístico e referência para quem busca o clima frio das montanhas, aliado à tranqüilidade de uma cidade interiorana. A pequena cidade que se formou na década de 40, atrai hoje turistas em busca de seus atrativos naturais e seu charme europeu.

A característica turística é tão forte, que foi criada na cidade uma Associação com o intuito de garantir que os visitantes sejam bem recebidos. Trata-se da Associação dos Hotéis e Pousadas de Monte Verde (AHPMV) que, entre outras coisas, criou o Selo de Qualidade, um instrumento de rigorosa vistoria para que hotéis e pousadas recebam bem os turistas da cidade. Mas as ações da AHPMV não páram por aí e buscam o desenvolvimento sustentável do turismo da região. Exemplo disso é um projeto que vem sendo realizado com o objetivo de oferecer à cidade uma Reserva Particular do Patrimônio Nacional (RPPN) e já conta com o apoio de todos os hotéis e pousadas associados à AHPMV, além de ONGs e comunidade em geral.

A idéia é transformar uma região de cerca de 2 mil hectares que vem sendo gradativamente destruída devido à má fiscalização em um parque onde as pessoas possam usufruir da natureza sem prejudicá-la. Para isso, já foi colocada em prática a primeira fase do projeto, que visa a arrecadação de verba para a abertura do RPPN. Assim, todo turista que se hospeda em um dos hotéis e pousadas credenciados, tem a opção de pagar R$1,00 a mais em cada diária para ajudar o projeto. Segundo Gustavo Pessoa Arrais, diretor da Associação, os turistas têm colaborado com o projeto: “O pagamento não é obrigatório, mas temos tido apenas 2% de recusa em contribuir” – comemora Arrais.

O segundo passo será construir atrações para o Parque, como trilhas, sistema de luzes e sons, shows, contadores de histórias, etc. Outra importante etapa do projeto será a preparação de crianças de classes baixas da região para monitorarem turistas. Respeitando as horas de trabalho permitidas por lei, cerca de 60 crianças passarão por um treinamento onde aprenderão sobre cada canto do parque para que possam retransmitir as informações para os visitantes.

Para Arrais, trata-se de um projeto ecologicamente correto que trará muitos benefícios à cidade: “A região do Parque está sendo destruída pela falta de fiscalização. Com a abertura, a área será preservada.” Ele acredita também que o projeto tem todas as características de um trabalho preocupado com o desenvolvimento sustentável, uma vez que beneficiará os hoteleiros, turistas, crianças da região e a natureza.

  
  

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