Santa Catarina é o estado com maior cobertura de Mata Atlântica

Os catarinenses podem comemorar o fato de habitarem o estado com a maior Mata Atlântica do País.

  
  

Os catarinenses podem comemorar o fato de habitarem o estado com a maior Mata Atlântica do País. Estudo em execução por diversas instituições e coordenado pela Universidade Regional de Blumenau - FURB apresentou um panorama de como se encontra a situação dessas florestas em Santa Catarina. Nesta fase o trabalho apontou que o estado possui 41% do seu território com cobertura vegetal nativa, compostos por formações florestais em estágio de regeneração médio e avançado.

"Os catarinenses possuem a maior cobertura de Mata Atlântica do Brasil, com certeza, isso é motivo de muito orgulho", afirmou em jornal do estado o engenheiro Carlos Leomar Kreuz, hoje ex-presidente da FATMA - Fundação de Meio Ambiente, órgão ambiental do estado de Santa Catarina, na ocasião ocupando o cargo.

O mapeamento contratado pela FATMA, ainda diagnosticou que 31% do território catarinense são compostos por pastagens, 16% áreas agrícolas e 7% com cultivo árvores (reflorestamentos). Todo o trabalho é baseado em imagens recentes de satélite de alta resolução.

O trabalho, chamado de Inventário Florístico Florestal, tem como objetivo passar um panorama de como se encontra a situação da cobertura florística e florestal do estado, seja para o levantamento da realidade das espécies ameaçadas de extinção, seja para o planejamento de um zoneamento agrícola ou para fins de conservação. O inventário tem como principal finalidade fornecer informações qualitativas e quantitativas básicas para conservação, planejamento e manejo desses recursos florestais, além de informar sobre a distribuição espacial e o estado dessas florestas.

"Até então, dados como esses eram controversos em virtude de outros estudos efetuados por entidades não oficiais. Agora, Santa Catarina tem um marco zero, um ponto de partida de onde poderá monitorar, pautar e construir o futuro", aponta Ulisses Ribas Junior, presidente da ACR - Associação Catarinense das Empresas Florestais e diretor da Battistella Florestas.

Para Ribas, o diagnóstico, além do valor científico, tem significativo valor político e fiscalizatório. Com base no estudo e nos levantamentos, novas normas legais e políticas estaduais de conservação e desenvolvimento poderão ser definidas.

"Mesmo sendo um estado pequeno em relação a outros estados brasileiros, com o estudo, Santa Catarina revela a sociedade brasileira que o setor econômico não ocorre a "qualquer custo". As autoridades ambientais têm agora um parâmetro para controlar o desmatamento e as práticas irregulares, separando de forma correta e justa as ações que buscam preservar, como os empresários que visam trabalhar com o desenvolvimento sustentável", conclui Ribas.

Os dados e números desta fase do Inventário Florístico Florestas foram apresentados durante um evento científico realizado na cidade de Blumenau, na primeira quinzena de março.

Fonte: Rede de ONG's da Mata Atlântica

  
  

Publicado por em