Notícias > Ambiente > Áreas preservadas >Três parques terão trilhas monitoradasApenas 200 quilômetros separam a capital paulista do maior remanescente protegido de Mata Atlântica no país, o Parque Estadual da Serra do Mar.27 de Maio de 2009. Publicado por Equipe EcoViagem Apenas 200 quilômetros separam a capital paulista do maior remanescente protegido de Mata Atlântica no país, o Parque Estadual da Serra do Mar. Abrangendo 23 municípios e com 315 mil hectares, o parque abriga quase metade das 1.523 espécies de animais já descobertos no bioma, segundo Avaliação Ecológica Rápida realizada em sua área. Muitos dessas espécies estão ameaçados de extinção como o muriqui, o maior primata das américas, o papagaio-da-cara-roxa, o gato maracajá, a onça-pintada, a jaguatirica e a lontra. “Ver um animal selvagem se alimentando livremente e sem fugir é um espetáculo incrível e o nosso desafio na gestão dos parques”, explica a gerente de Conservação Ambiental da Fundação Florestal, Adriana Mattoso. “Isso resume tudo, a proteção, a visitação organizada e a riqueza da biodiversidade”, ressalta. Adriana explica que quanto maior o controle para evitar a degradação dos remanescentes, maior a chance de avistar os animais. Assim, o ecoturismo, como uma atividade organizada nos parques, acaba reforçando as ações de proteção. Encravado numa das regiões mais urbanizadas do país, o parque é ameaçado com a ocupação irregular, a caça de animais silvestres, a retirada de plantas nativas, especialmente o corte de palmito, além de projetos de infraestrutura como linhas de transmissão de energia e gasodutos, que têm impactos na integridade das áreas. Segundo Adriana, o Parque Estadual da Serra do Mar recebe 85 mil visitantes registrados por ano. Uma de suas 40 trilhas fará parte dos testes para aprimorar o monitoramento da visitação nos parques paulistas. Vale do Ribeira
A área de 8.148 hectares, com 2.420 hectares de faixa marinha, é um das maiores trechos costeiros protegidos no estado, e tem atraído 45 mil visitantes por ano, motivados por suas cachoeiras, praias de excelente balneabilidade e beleza da paisagem. O local é também privilegiado para o avistamento de aves. Só de beija-flores e pica-paus foram identificadas quase 30 espécies diferentes na região. A criação do parque é bastante recente. Antes de 2006 a área fazia parte da Estação Ecológica de Juréia-Itatins sendo a visitação proibida. Com a recomposição em várias categorias de proteção, foi estabelecido o Mosaico de Juréia Itatins e, nos últimos três anos, permitida a visitação pública na área que ficou registrada como parque como forma de ordenar a atividade. Hoje é uma das unidades de conservação mais visitadas do estado e um dos focos para o planejamento do desenvolvimento sustentável e geração renda para a comunidade de Peruíbe e Iguape. A trilha da Cachoeira do Paraíso, que fará parte da pesquisa para aprimorar o manejo, concentra quase toda a visitação do parque, recebendo, em períodos de pico, até seis mil visitantes por dia.
“Esse teste piloto vai nos ajudar a fazer todas as correções e adaptações para disciplinar a pressão que ocorre ali de forma que o visitante seja bem atendido e que as atividades gerem o mínimo de impacto possível”, explica a gestora do parque, Jeannette Viera Geenen, observando que três novos roteiros estarão abertos ao público nos próximos meses – Trilha do Arpoador, Cachoeira do Itu e trilha do Paranoá. Patrimônio biodiverso Toda essa riqueza de ambientes também repercutiu na formação de um berçário de espécies únicas. Nestes bolsões de biodiversidade são encontrados nada menos de 7% das espécies mundiais de animais e plantas, que vivem sob intensa ameaça numa das áreas mais populosas do país. “Pela sua importância em escala global, como uma das florestas mais biodiversas e ameaçadas do mundo, ações para a conservação da Mata Atlântica significam manter um patrimônio fundamental não só para o país, mas para o planeta”, ressalta a secretária geral do WWF-Brasil, Denise Hamú. Darwin Em viagem ao Brasil no ano passado, refazendo o percurso do tataravô no Rio de Janeiro , Randal Keynes, tataraneto de Charles Darwin, disse que ele ficaria horrorizado com a destruição da Mata Atlântica brasileira: há 177 anos atrás, ele encontrou quase intocado o que agora está reduzido a apenas 7%. Fonte: WWF |
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