Turismo pode estimular conservação

Entre unidades de conservação federais e estaduais, o Brasil tem cerca de 150 milhões de hectares protegidos

  
  

Conceder ao visitante a oportunidade de conhecer áreas de conservação, sem o risco de comprometer o equilíbrio ambiental. Este foi o ponto principal abordado por especialistas no painel “Fomento ao Turismo em Unidades de Conservação”, que aconteceu no Espaço Educação do Sebrae na Rio+20 – Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, encerrada neo sábado (23/6), na capital fluminense.

“Sempre foi um dilema conciliar a atividade turística nessas áreas. Mas hoje, com a formatação de modelos adequados, fica claro que é possível aliar a sustentabilidade, o empreendedorismo e a conservação”, avalia a gerente da unidade nacional de Atendimento Coletivo – Serviços, Ana Maria Coelho.

Entre unidades de conservação federais e estaduais, o Brasil tem cerca de 150 milhões de hectares protegidos, de acordo com estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgado há um ano.

O coordenador geral de Uso Público e Negócios do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICBMBio), Ernesto Castro, comentou os dados coletados em oito parques nacionais.

A pesquisa mostrou que a atividade econômica que reúne lazer, hospedagem e alimentação movimenta mais de R$ 500 milhões ao ano.

A replicação deste modelo de visitação e instalação de equipamentos turísticos nos 68 parques projeta uma movimentação de R$ 1,7 bilhão por ano.

“Estas áreas precisam oferecer serviços de qualidade, sinalização e acesso facilitado e disponibilizar opções adequadas às características de cada área, seja uma unidade de conservação ou reserva ambiental”, reforça Castro.

A gestora de Turismo do Sebrae no Rio de Janeiro, Marisa Cardoso, apresentou um balanço positivo da intervenção realizada na Serra dos Órgãos.

A iniciativa é parte de um projeto-piloto criado há dois anos pelo Ministério do Turismo em parceria com o Sebrae e implantado também nos parques de Foz do Iguaçu (PR), Anavilhanas(AM), Fernando de Noronha (PE) e Chapada dos Veadeiros (GO).

Segundo a gestora, a união política e a adesão de diversas entidades e empreendedores desta cadeia produtiva resultou em uma série de ações: desde a identidade visual do projeto às iniciativas integradas públicas e privadas entre os municípios de Petrópolis e Teresópolis.

“Trabalhamos agora com o conceito do associativismo para que a iniciativa se fortaleça ainda mais", reforça Marisa.

“A construção desta parceria em diversos níveis fortalece a proposta”, avalia o coordenador estadual do projeto dos Meios de Hospedagem de Pernambuco, Marcos Sereno, que está reestruturando o programa de classificação hoteleira em Fernando de Noronha.

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Fonte: Sebrae

  
  

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