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As grandes empresas estão investindo cada vez mais no Meio Ambiente

Por Jeff Otieno Nunca foi tão lucrativo investir no meio ambiente como agora. Os lucros estão aumentando, os investimentos em ações estão crescendo, os consumidores estão felizes e os acionistas estão maravilhados. Esse não era o quadro de algum te

1 de Fevereiro de 2005.
Publicado por Vininha F. Carvalho  

Por Jeff Otieno

Nunca foi tão lucrativo investir no meio ambiente como agora. Os lucros estão aumentando, os investimentos em ações estão crescendo, os consumidores estão felizes e os acionistas estão maravilhados.

Esse não era o quadro de algum tempo atrás quando muitas organizações comerciais acreditavam que a informação sobre o meio ambiente não era necessário para uma visão fiel de seus desempenhos, ou que era difícil obter tal informação.

Os executivos de hoje estão cada vez mais voltando-se às questões de poluição, aquecimento global e da pobreza, em reuniões de alto nível, tais como a Organização Mundial do Comércio/World TradeOrganisation/ o Grupo das 7 nações industrializadas e as conferências da Unep. Isto se dá não somente com o objetivo de melhorar a sua imagem pública, mas também para aumentar os lucros brutos.

Para começar, muitos acionistas estão exigindo informações das relações das firmas com o meio ambiente. `Eles querem saber se suas firmas são destruidoras ou preservadoras do planeta,` diz o Dr Lorraine Ruffing da Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e Desenvolvimento/ United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD)/, numa reunião recente em Quênia. `Isso está forçando muitas companhias a prestarem atenção aos relatórios ambientais para melhorarem a sua imagem pública.

` De acordo com o Mr Roger Adams da Associação de Contadores Diplomados e Registrados/ Association of Chartered Certified Accountants/, os relatórios ambientais é a abertura, pela firma, dos dados ambientais, comprovados ou não, para quem tiver o interesse em tal informação.

Na Europa, por exemplo, os acionistas do setor financeiro estão insistindo nos dados ambientais, o que não acontecia a uma década atrás.

Afim de satisfazer tanto aos acionistas como aos consumidores, a UNCTAD (preocupada principalmente com a responsabilidade ambiental) está se esforçando para espalhar a mensagem às grandes firmas, tanto no mundo em desenvolvimento, como no desenvolvido

Contudo, não é só uma guerra de acionistas – credores, analistas financeiros, fregueses, empregados e atuantes que estão exigindo relatórios ambientais.

À medida que a necessidade de crédito cresce assustadoramente, os bancos e outras instituições financeiras estão requisitando dados não somente na situação fiscal de uma companhia mas também no seu desempenho no fronte ambiental.

`Devido às pressões intensas e a consciência ambiental, os credores e os acionistas potenciais não querem se associar com organizações que estão na lista negra dos grupos de pressão ambientais,` diz o Dr Ruffing.

Os dados referidos incluem os riscos ambientais, os impactos, os posicionamentos, as estratégias, os objetivos, os custos, as responsabilidade e os desempenhos ambientais.

Organizações como a Greenpeace estão fazendo-se ouvir em fóruns internacionais exigindo que as companhias sejam as responsáveis pelos pecados cometidos contra o meio ambiente.

Em Quênia, as queixas contra companhias destruidoras do meio ambiente são inúmeras. Algumas das companhias a serem condenadas estão a Webuye`s Pan Paper Mills, Athi River Mining Factory, Kamiti Tanary, Thika Tanary e a Kell Chemicals.

Esta ação está forçando muitas companhias a investirem bastante em medidas `amigas` do meio ambiente.

É um clamor público desse tipo que motivou o governo a formular o Ato de Gestão Ambiental e Coordenação de 1999/ Environmental Management and Co-ordination Act of 1999.

De acordo com esse Ato, os poluidores são passíveis de multas de até 1 milhão de xelins quenianos (SchK 1 million) , enquanto os motoristas que emitem fumaças venenosas podem pegar prisão de 2 anos ou ShK500 mil(500 mil xelins quenianos) .

Diz o Mr Adams; `Relatórios ambientais estão ficando importantes para as grandes companhias que desejam se projetar como organizações `amigas` do consumidor. Não basta mais fazer só relatórios de finanças.` Ele diz que as companhias devem se preparar para aceitar a responsabilidade sempre que danos ambientais estejam presentes.

Desses danos, os que são causados pela poluição são os piores. Daí a razão porque os atuantes anti-globalização estão furiosos com os líderes dos países ricos que formam o G7. Os atuantes acusam os países ricos de
fomentarem a poluição, e de serem negligentes com o eco-sistema frágil do mundo.

Ao contrário do mundo em desenvolvimento, onde questões ambientais estão num segundo plano, os governos Ocidentais estão cedendo às pressões públicas e, por sua vez, pressionando as grandes companhias a relatar o seu desempenho ambiental.

As autoridades do Reino Unido, por exemplo, estão tentando aumentar os relatórios ambientais a tal ponto de que, todas as 7 mil companhias – com mais de 250 empregados – tenham que produzir registros de desempenho ambiental.

Para fiscalizar os poluidores fortes, a Dinamarca e a Holanda vem fazendo leis sobre relatórios ambientais.

A UNCTAD diz que as companhias que seguem `as melhores práticas` estabelecidas estão concentradas no mundo desenvolvido, onde a consciência ambiental é maior. Algumas das companhias mais bem citadas são a British Petroleum, British Telecom e Shell, todas no Reino Unido, de acordo com a UNCTAD. Outras são a Sony e Toyota no Japão, a General Motors, Procter and Gamble e a Sun Company, com matrizes nos Estados Unidos .

Na África, as únicas duas companhias da lista estão na África do Sul: a South African Breweries (cervejarias) e a companhia de energia Eskom.

O Mr Jimnah Mbaru, ex-presidente da Bolsa de Valores de Nairobi, lamenta a representação fraca de companhias africanas na lista das que são conscientes ambientalistas.

`As companhias na África, mesmo em Quênia, devem se responsabilizar pela destruição ambiental,` ele disse aos participantes da conferência.

Mr Mbaru põe a culpa no regime liberal de governos africanos [que usam isso] numa tentativa desesperada para atrair investidores.`A conseqüência é que o meio ambiente está ameaçado e a responsabilidade empresarial não parece ter a mínima importância`, ele diz.

Em Quênia, a conservação ambiental, há muito tempo tem sido um encargo do governo e das organizações não-governamentais. As grandes firmas não tem auxiliado em quase nada.

Mas agora, muitos governos estão se mexendo rapidamente para engajar o apoio das firmas na conservação ambiental.

Uma enormidade de problemas ambientais que está assoberbando a África poderia ter sido facilmente resolvida se as grandes companhias tivessem assumido a responsabilidade e considerado o fator ambiental.

`A prática de requerer que as empresas comerciais forneçam informação sobre o impacto de suas atividades no meio ambiente e as despesas com os efeitos ambientais indesejáveis, em suas folhas de balanço é de grande importância para Quênia,` diz Mr Mbaru.

Em Quênia, relatórios ambientais são ainda um conceito novo que precisa ser promovido pelo governo e pelos atuantes ambientais.`Sua adoção vai tornar os agentes empresariais amigos do ambiente e capacitá-los a
restringir os problemas ambientais`, diz Mr Adams.

No meio tempo, muitos dos problemas ambientais que o mundo está enfrentando podem ser buscados direta ou indiretamente nas grandes companhias , sejam as mudanças climáticas ou a super exploração do eco-sistema frágil.

Estima-se que dobrando o dióxido de carbono da atmosfera, e a conseqüente mudança climática, vai reduzir o Produto Interno Bruto dos países em desenvolvimento em 2 a 9 porcento, em comparação com 1 a 1,5 porcento nas economias industriais.

A desertificação e deterioração do solo, também ameaçam milhões de indivíduos nos países pobres como resultado da exploração excessiva pelas empresas comerciais.

Não obstante, nem tudo está perdido. A análise feita sobre relatos em informações ambientais pelo KPMG Peat Marwick, em 250 companhias, dá nota alta às empresas farmacêuticas, mineração, empresas florestais, de poupa e do papel. Construção e materiais de construção são as que tem notas mais baixas.

Algumas das vantagens associadas com relatórios ambientais são a montagem de sistemas apropriados de gestão e emprego de especialistas em áreas selecionadas, como auditorias.

Tudo dito, à medida que a globalização transforma o mundo numa `aldeia`, os diretores executivos não terão outra alternativa senão entrar na linha no que diz respeito aos assuntos ambientais.Os lugares propostos do Pan Paper Mills (esquerda) e Tiomin (Quênia) Limited. Acusados há muito tempo de poluírem o meio ambiente, os dois e muitos outros poderiam se beneficiar das novas mudanças.

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Comentários

miri

 postado: 30/5/2011 19:58:19editar

legal

 

Larissa de lima rossi

 postado: 20/6/2012 18:57:13editar

Muito bem explicado.*--*

 

 

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