Assassinato de Dorothy Stang precisa ser investigado rigorosamente

O Greenpeace enviou ontem carta ao presidente Luis Inácio Lula da Silva e ao governador do estado do Pará, Simão Jatene, exigindo investigação rigorosa sobre o assassinato da missionária americana Dorothy Stang, 73 anos, e a punição exemplar dos responsáv

  
  

O Greenpeace enviou ontem carta ao presidente Luis Inácio Lula da Silva e ao governador do estado do Pará, Simão Jatene, exigindo investigação rigorosa sobre o assassinato da missionária americana Dorothy Stang, 73 anos, e a punição exemplar dos responsáveis.

Na carta, o Greenpeace demanda dos governos federal e estadual a implementação de medidas concretas que acabem com as causas que motivam a violência na Amazônia, como a grilagem de terras públicas e a exploração ilegal de madeira, garantindo um futuro sustentável para a floresta amazônica e seus habitantes.

“O governo precisa estar presente na Amazônia e dar um basta nesta matança que caracteriza a região como um terra onde impera a lei do mais forte e não as leis do Estado”, disse Paulo Adário, coordenador da campanha da Amazônia do Greenpeace, que está em Altamira.

“Não podemos aceitar mais mártires na Amazônia. Também não aceitamos nem mais uma gota de sangue no chão da floresta”.

Irmã Dorothy, como era conhecida, foi assassinada neste final de semana com 3 tiros no Travessão do Santana, município de Anapu, no Pará. O crime aconteceu 16 anos depois da morte de Chico Mendes, quando irmã Dorothy seguia para o Projeto de Desenvolvimento Sustentado (PDS) Esperança, junto com mais companheiros.

Irmã Dorothy vivia há mais de 30 anos na região da Transamazônica e dedicou quase a metade de sua vida a defender os direitos de trabalhadores rurais contra os interesses de fazendeiros e grileiros da região.

Desde 1972, ela trabalhava com as comunidades rurais de Anapu pelo direito a terra e por um desenvolvimento sem destruição da floresta.

Trabalhava intensamente na tentativa de minimizar os conflitos fundiários, principalmente a grilagem de terras e a extração ilegal de madeira.

Por causa disso, chegou a ser acusada, em 2001, de instigar a violência no município e recebeu inúmeras ameaças de morte nos últimos anos por causa de sua luta pela preservação da Amazônia. Também fez diversas denúncias sobre a participação de policiais civis e militares na expulsão de trabalhadores a mando de fazendeiros e grileiros da região.

Fonte: Greenpeace

  
  

Publicado por em