Assembléia Legislativa do Paraná realizou sessão solene em homenagem a Embrapa

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foi homenageada no dia 01/06, em sessão solene da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, por seus 31 anos de atividades.

  
  

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foi homenageada no dia 01/06, em sessão solene da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, por seus 31 anos de atividades.

A sessão solene aconteceu às 17 horas, no Plenário do Centro Legislativo Deputado Aníbal Khury, e contou com a presença do Diretor-Presidente da Embrapa, Dr. Clayton Campanhola.

A Embrapa

A Embrapa foi criada em 1973 e substituiu o Departamento Nacional de Pesquisa Agropecuária – DNPEA, do Ministério, que, até então, fazia a pesquisa agrícola do país, junto com universidades e institutos estaduais.

A publicação Balanço Social 2003, que está foi lançada em abril, em referência à criação da Embrapa, ressalta o fato de que `Era a primeira vez que se formava uma empresa estatal de pesquisa agrícola, atuando em todo o país, de maneira coordenada, com agilidade administrativa e financeira, e livre dos entraves burocráticos que afetavam a administração direta`.

Hoje, a Empresa reúne 37 centros de pesquisa, três Serviços Especiais e 15 escritórios de negócios tecnológicos, distribuídos em quase todos os estados da Federação. Essa estrutura abriga um quadro de pessoal formado por 8.619 empregados, incluindo 2.209 pesquisadores, dos quais 1.257 são doutores. No Paraná, a Embrapa está presente com dois centros de pesquisa: Embrapa Florestas, em Colombo, e Embrapa Soja, em Londrina.

No início, a Embrapa se preocupou mais com o aumento da produtividade e redução dos custos da agropecuária. Eram essas as exigências da agricultura brasileira da década de1970. No decorrer dos anos, a preservação do meio ambiente e a qualidade do produto final ao
consumidor passam a ser fortes preocupações da Empresa.

Necessidades específicas da agroindústria, de nichos de mercado e dos consumidores em geral e a contribuição para a melhoria das condições de saúde e nutrição da população passam a nortear também o trabalho dos pesquisadores.

Atendendo ao chamado do Governo Federal, a Embrapa, especialmente em 2003, buscou identificar linhas de ação que viabilizassem os sistemas produtivos conduzidos por agricultores familiares e agricultores de baixa renda. Ao mesmo tempo, deu continuidade às pesquisas de ponta, em áreas avançadas do conhecimento, especialmente àquelas no campo da biotecnologia, fundamentais para que a Empresa seja hoje considerada referência mundial em tecnologia agropecuária.

`O papel principal da Embrapa é o de disponibilizar tecnologia e conhecimento a todos os agentes da cadeia de produção agropecuária`, resume o diretor-presidente da Empresa, Clayton Campanhola.

Revolução no agronegócio - Em 31 anos, as pesquisas conduzidas pela Embrapa, e instituições parceiras (os órgãos estaduais de pesquisa e as universidades,revolucionaram o agronegócio brasileiro. E são decisivas, por exemplo, para que o país venha alcançando números recordes de produção e produtividade.

Entre 1975, dois anos após a criação da Embrapa, e 2001, a produção brasileira dos cinco principais grãos (trigo, arroz, milho, soja e feijão) cresceu 148% com aumento de pouco mais de 34% na área plantada, e alta de 84% na produtividade.

Considerando as últimas cinco safras - no conjunto das lavouras de algodão, arroz, feijão, milho, soja e trigo – as cultivares da Embrapa e as obtidas em parcerias ocuparam uma área equivalente a 44% do total cultivado no País.

O desempenho da Empresa é observado entre 16 das principais entidades públicas e organizações privadas detentoras de cultivares, o que mostra uma clara preferência dos agricultores sobre os materiais disponibilizados pela Empresa.

Só no caso da soja, cultura que dá ao Brasil a condição de segunda maior produção mundial, a Embrapa responde pelas variedades presentes em cerca de metade da área plantada. Na safra 2002/2003, foram colhidos 52 milhões de toneladas do grão.

As cultivares da Embrapa respondem, ainda, por 41% da área plantada com arroz inundado, 80% com arroz de terra alta, 45% com feijão e 46% com trigo. A estimativa dos impactos econômicos gerados por cultivares da Embrapa em 2003 é de R$5,5 bilhões.

Em 2003, foram licenciadas 463 mil toneladas de sementes, um aumento de 71,4% em relação ao ano anterior. Isso significou, também, um crescimento de 25% nos contratos e a arrecadação de 13,8% a mais de royalties da iniciativa privada.

Trabalhos voltados à melhoria dos níveis de nutrição dos rebanhos e do seu padrão genético, à qualidade das pastagens e ao rastreamento dos animais muito contribuem para que o Brasil se apresente hoje como o maior exportador de carne bovina. O país assumiu, em 2003, o posto de maior exportador também de carne de frango. É, graças às pesquisas da Empresa, pioneiro em clonagem de bovinos.

Esforços governamentais de apoio à fruticultura brasileira puderam contar com a Embrapa. De 1994 a 2003, foram distribuídos mais de cinco milhões de propágulos (materiais de propagação vegetativa) – média anual de 527.625 unidades – de plantas frutíferas de abacaxi, acerola, banana, caju, coco, laranja, manga, pupunha, tangerina e uva, das melhores cultivares, garantindo a obtenção de produtos uniformes e de alta qualidade para atender às demandas do mercado importador de frutas.

Lucro Social :

O `Balanço Social 2003` da Embrapa aponta um lucro social de R$ 11,6 bilhões proporcionado pela pesquisa. A avaliação dos impactos econômicos de tecnologias analisa os benefícios que a pesquisa gera para os produtores e consumidores.

Os benefícios estimados são decorrentes dos aumentos de produtividade, da redução dos custos de produção, da expansão da produção em novas áreas e da agregação de valor a produtos, calculados comparativamente a tecnologias usadas anteriormente.

Pela primeira vez, a publicação traz os impactos social e ambiental. O impacto social aponta a criação de novos empregos, devido à adoção de tecnologias. Já a avaliação do impacto ambiental leva em consideração o que de fato foi praticado ou inserido no ambiente e a relação com a modificação e a recuperação dos ecossistemas.

Os resultados dessa avaliação foram positivos, sugerindo que as inovações tecnológicas apresentadas são recomendáveis para aplicação no campo.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Embrapa

  
  

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