Aterro sanitário na Baixada Fluminense produzirá energia

Em 2008 Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, deve começar a produzir energia a partir do gás metano, liberado a partir do lixo. Essa será a segunda fase do projeto da CTR - Central de Tratamento de Resíduos, o novo aterro

  
  

Em 2008 Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, deve começar a produzir energia a partir do gás metano, liberado a partir do lixo. Essa será a segunda fase do projeto da CTR - Central de Tratamento de Resíduos, o novo aterro sanitário, que em 2003 passou a substituir o antigo lixão, que recebia o lixo do município e de toda a parte industrial do estado.

“Nesta segunda fase, vamos instalar equipamentos de grandes geradores de energia movidos a gás metano”, explicou o presidente da central, Artur César de Oliveira. “O aterro entrará numa capacidade instalada de 10 megawatts de energia, o equivalente à iluminação dos prédios públicos de uma cidade de 1 milhão de habitantes.”

O presidente do BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Social, Demian Fiocca, assinou, nesta terça-feira (19), em Nova Iguaçu, a liberação do financiamento no valor de R$ 15,5 milhões para a ampliação da central, que demandou um investimento total de R$ 26,8 milhões.

Segundo ele, o aterro da baixada foi o primeiro projeto do mundo baseado no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, preconizado pelo Protocolo de Kyoto e enquadrado pela ONU - Organização das Nações Unidas.

“Esse mecanismo foi idealizado através de um acordo internacional: os países que fizerem projetos que reduzam a emissão de gás carbônico podem vender essa redução. O lixão emite muito gás metano, um dos vilões do efeito estufa. Ao reduzir essa emissão, o Brasil gera um benefício para a atmosfera, o crédito de carbono, que pode ser comprado por uma país que precise reduzir sua cota de poluição”, explicou Fiocca.

Segundo Artur César de Oliveira, a central já vendeu 2 milhões de toneladas de carbono equivalente de poluição para a Holanda, o que até 2012 corresponderá a 12 milhões de euros, ou cerca de R$ 30 milhões. Nos próximos 20 anos, disse, o aterro deverá negociar mais 8 milhões de toneladas.

O presidente da CTR informou ainda que com a ampliação, que será concluída em até oito meses, a central passará a processar 4 mil toneladas de lixo por dia. Atualmente esse valor é de 1,5 mil toneladas.

De acordo com a prefeitura de Nova Iguaçu, o município ficará com 10% do valor que será arrecadado com a venda de energia elétrica e créditos de carbono.

Fonte: Radiobrás

Del Valle Editoria

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