Ato comemorou a retirada do acordo de Alcântara da Câmara Federal

A decisão do Governo de retirar da Câmara, o polêmico acordo que prevê o uso da base aérea de Alcântara, pelos Estados Unidos, foi comemorada na segunda-feira (12/5), no auditório Nereu Ramos. O ato contou com a participação de parlamentares, represen

  
  

A decisão do Governo de retirar da Câmara, o polêmico acordo que prevê o uso da base aérea de Alcântara, pelos Estados Unidos, foi comemorada na segunda-feira (12/5), no auditório Nereu Ramos.

O ato contou com a participação de parlamentares, representantes de entidades não governamentais, igrejas, sindicatos, federações e organizações estudantis.

A retirada do texto, na opinião do deputado Chico Alencar (PT-RJ), foi uma vitória do Legislativo e demonstra que a organização popular influencia a atuação parlamentar.

“A Câmara, por sua ação contra o acordo, mostrou-se sensível a essa demanda popular”.

Soberania:

O tratado inclui dispositivos polêmicos, como o que exige autorização dos norte-americanos para o acesso de militares, cientistas e auditores fiscais brasileiros às instalações maranhenses.

Em outro artigo, o acordo proíbe que os recursos financeiros provenientes do aluguel da base de Alcântara sejam investidos no programa espacial brasileiro. Para Chico Alencar, o acordo fere a soberania nacional e favorece a política expansionista norte-americana.

“Da mesma forma que invadiram o Iraque, os Estados Unidos podem chegar à Amazônia. É preciso estar atento e saber que outros ataques e pretensões sutis virão”, adverte o parlamentar.A formalização da retirada do texto da pauta da Câmara, já anunciada pelo líder do Governo, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), depende do envio de mensagem presidencial ao Congresso.

Revisão :

O presidente da Câmara, João Paulo Cunha, defendeu a revisão do acordo que permite aos Estados Unidos o uso da base aérea de Alcântara.

“O Brasil vive um novo momento político em que a altivez, soberania e independência nacionais devem servir como preliminares para a assinatura de qualquer outro tratado”, afirmou o deputado.

Fonte: Agência Câmara

  
  

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