Bactéria aumenta a produção de feijão caupi em áreas secas do nordeste

Após quatro anos de pesquisas de campo, a Embrapa Agrobiologia, , obteve uma licença provisória para a comercialização da estirpe BR 3267, uma bactéria altamente resistente a altas temperaturas e a deficiência de água que pode aumentar em cerca de 50 por

  
  

Após quatro anos de pesquisas de campo, a Embrapa Agrobiologia, , obteve uma licença provisória para a comercialização da estirpe BR 3267, uma bactéria altamente resistente a altas temperaturas e a deficiência de água que pode aumentar em cerca de 50 por cento a produtividade do feijão caupi na região semi-árida do nordeste sem a utilização de qualquer adubo químico.

Com a liberação, as indústrias de inoculantes já podem requisitar a bactéria junto a FEPAGRO e comercializar o produto.

Para chegar a esta bactéria, a Embrapa realizou experimentos com cerca de 600 tipos diferentes durante dez anos.Conhecidas com o nome científico de rizóbio, essas bactérias têm a habilidade de operar uma espécie de fertilização natural: dentro do solo e fixadas às raízes, pegam o nitrogênio que existe no ar em abundância e o fornece à planta.

Nos testes de campo realizados com a bactéria, um fato chamou a atenção dos pesquisadores: no último ano, alguns agricultores decidiram dobrar a área plantada . Isto é um indicador de que o potencial da bactéria está aprovado pelos produtores.

O agricultor José Manoel de Sá, da localidade de Volta do Riacho, na zona rural de Petrolina (PE), plantou em 2002 uma área de 212 metros quadrados e obteve um ganho de 36 por cento na produção.Satisfeito, o agricultor aumentou a área inoculada para 1500 metros quadrados no ano seguinte e conseguiu um aumento de 52 por cento na produção, conforme relata a professora Lindete Miria Vieira Martins, da UNEB, que fez o acompanhamento dos resultados junto aos produtores em Pernambuco.

Fonte: Embrapa

  
  

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