Bactéria que aumenta a produção de arroz pode chegar ao mercado agrícola em 2005

O arroz é o cereal mais consumido no mundo. No Brasil, a sua produção só perde para o milho e a soja. Mas produzir este que é um dos principais alimentos da mesa do brasileiro é bastante oneroso para o agricultor. Para se plantar um hectare, por exemp

  
  

O arroz é o cereal mais consumido no mundo. No Brasil, a sua produção só perde para o milho e a soja. Mas produzir este que é um dos principais alimentos da mesa do brasileiro é bastante oneroso para o agricultor.

Para se plantar um hectare, por exemplo, são necessários cerca de 100 quilos de fertilizante nitrogenado, o que eqüivale a um custo médio de 180 reais. Com o objetivo de reduzir este custo, a Embrapa Agrobiologia(Seropédica/RJ), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, vem pesquisando há mais de 20 anos a utilização de bactérias fixadoras de nitrogênio nesta cultura.

Segundo os pesquisadores, até o final deste ano, o agricultor terá um inoculante capaz de reduzir este gasto em até 30 por cento.A identificação de uma bactéria eficiente para fixar o nitrogênio do ar no arroz foi realizada pelos pesquisadores em 1990.

Desde então, a pesquisa estuda a interação entre a planta e alguns gêneros de bactérias diazotróficas (que fixa nitrogênio). Os resultados mostram que dentre elas, algumas estirpes de Herbaspirillum seropedicae são mais eficientes e podem aumentar em até de 30 por cento a produção de grãos.

Além disso, os estudos revelaram que a aplicação deste microrganismo resulta também num grão mais protéico.

De acordo com a pesquisadora Vera Baldani, a expectativa inicial era de lançar o inoculante com esta bactéria em 2000. No entanto, com o aumento do conhecimento, os cientistas resolveram fazer mais testes.

Além dos experimentos em casa de vegetação e na área experimental da Embrapa Agrobiologia, em Seropédica, hoje os pesquisadores realizam testes em várias regiões do Brasil para verificar a eficiência agronômica desta bactéria na cultura do arroz.

`Já existem empresas de inoculante interessadas nesta tecnologia, mas como tivemos variações nos dados, decidimos esperar mais`, afirma a pesquisadora.

Economia para o país

O Brasil tem hoje 4,9 milhões de hectares plantados com arroz. O gasto com fertilizante nitrogenado chega a 882 milhões de reais. A tecnologia que está sendo desenvolvida pela Embrapa Agrobiologia pode reduzir este custo em cerca de 264 milhões.

O maior exemplo de aplicação de inoculante feito com bactérias fixadoras de nitrogênio em produção de grãos é a soja. Neste caso, a tecnologia possibilita ao país uma economia de 3 bilhões de dólares.

Fonte: Embrapa

  
  

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