Bactérias geneticamente modificadas são criadas para detectar contaminação por arsênico

Em países como Índia, Vietnã e Chile, o arsênico é protagonista de grandes problemas de saúde. A substância com propriedades venenosas contamina reservatórios de água, naturais e subterrâneos. Em seres humanos pode causar, após longa exposição, problemas

  
  

Em países como Índia, Vietnã e Chile, o arsênico é protagonista de grandes problemas de saúde. A substância com propriedades venenosas contamina reservatórios de água, naturais e subterrâneos. Em seres humanos pode causar, após longa exposição, problemas como câncer de pele.

Identificar quando o arsênico, um dos mais poderosos poluentes ambientais, está presente em determinados depósitos de água doce é um desafio para os cientistas.

Os métodos químicos que existem, além de caros, não apresentam um grau confiável de precisão. A maioria só consegue detectar quantidades muito grandes do poluente.

Nesse contexto, a engenharia genética acaba de dar uma contribuição importante. Cientistas do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia para o Meio Ambiente da Suíça acabam de criar uma bactéria que brilha na presença do arsênico, um subproduto da fundição de minérios de cobre, chumbo, cobalto ou ouro.

Os pesquisadores, que estão desenvolvendo o trabalho no Vietnã, conseguiram desenvolver os organismos a partir de modificações genéticas na bactéria Escherichia coli.

A bactéria transgênica reage ao composto tóxico mudando de cor, do branco para o azul. Isso ocorre porque foram introduzidos genes de proteínas que causam a reação colorida no genoma original da bactéria.

Por causa da restrição ao uso de transgênicos em vários países do mundo, os testes com a bactéria ainda não saíram do laboratório. Se de um lado os cientistas confirmam que a nova metodologia é mais barata e permite que níveis menores do poluente sejam detectados no ambiente, alguns problemas também foram observados.

Como normalmente o arsênico não é o único poluente encontrado em reservas de água, outras substâncias tóxicas podem atingir as bactérias primeiro e provocar outra reação, evitando que elas brilhem e impossibilitando a identificação do composto.

Fonte: Agência FAPESP

  
  

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