Bahia lançou banco de dados sobre a caatinga

Bahia lança banco de dados sobre a caatinga Foi apresentado na segunda-feira (07/6), às 9h30, no auditório do Neama - Núcleo de Estudos Avançados do Meio Ambiente, anexo à sede do CRA - Centro de Recursos Ambientais, em Salvador (BA), um banco de dados s

  
  

Bahia lança banco de dados sobre a caatinga
Foi apresentado na segunda-feira (07/6), às 9h30, no auditório do Neama - Núcleo de Estudos Avançados do Meio Ambiente, anexo à sede do CRA - Centro de Recursos Ambientais, em Salvador (BA), um banco de dados sobre a caatinga na Bahia.

Os estudos destinam-se a fortalecer programas e políticas públicas de preservação, conservação, uso racional dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável da região do semi-árido no estado.

A coletânea de dados e informações de caráter técnico e científico sobre a região do semi-árido baiano contém dados cartográficos georreferenciados, compreendendo informações sobre a base física, social, econômica e biótica da região.

Estão incluídos o levantamento dos projetos de pesquisas desenvolvidos na região, lista dos pesquisadores, relação completa das espécies da flora e da fauna, dados bibliográficos, textuais e documentais desenvolvidos na área da caatinga no estado.

Indicadores socioeconômicos

Entre as informações que integram a base de dados constam estudos fisiográficos (tipos de solos, base geológica, vegetação, altimetria, geomorfologia e dados pluviométricos), a densidade populacional da região, com vários indicadores como o IDH - Índice de Desenvolvimento Humano da Organização das nações Unidas/ONU e o IDS - Índice de Desenvolvimento Social da Superintendência de Estudos e Informações, da Secretaria de Planejamento do estado, com os indicadores sociais e econômicos dos municípios da região.

O banco de dados é um dos produtos gerados pela Base Biorregional Caatinga/Semi-Árido, que o CRA, órgão estadual de meio ambiente da Bahia, mantém no município de Lençóis, em convênio com a UEFS - Universidade Estadual de Feira de Santana.

Dois professores da universidade, o geólogo Washington Rocha e a geógrafa Jocimara Lobão, farão a apresentação do banco de dados.

Caatinga

A caatinga é o principal ecossistema existente no Nordeste, estendendo-se pelo domínio de clima semi-árido, numa área de aproximadamente 9,92 por cento do território nacional, segundo o Mapa dos Biomas Brasileiros, divulgado este mês pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Está localizado numa área de clima semi-árido e apresenta grande variedade de paisagens, riqueza biológica e espécies nativas específicas da região.

O bioma Caatinga se estende pela totalidade do estado do Ceará (100%), mais de metade da Bahia, e partes da Paraíba (92%), de Pernambuco (83%), do Piauí (63%) e do Rio Grande do Norte (95%), quase metade de Alagoas (48%) e Sergipe (49%), além de pequenas porções de Minas Gerais (2%) e do Maranhão (1%).

Na Bahia, a caatinga compreende 258 municípios, distribuídos em uma área de 388 mil 274 km quilômetros quadrados, o que equivale a 54 por cento do território, onde vive uma população estimada em 6 milhões 317 mil habitantes.

Ameaças

Os ecossistemas do bioma caatinga encontram-se bastante alterados com a substituição de espécies vegetais nativas por cultivos e pastagens.

Os pesquisadores da UEFS apontam no estudo os desmatamentos e as queimadas como práticas - infelizmente comuns no preparo da terra para a agropecuária - que destroem a cobertura vegetal. E são prejudiciais à manutenção da fauna silvestre, à qualidade da água e ao equilíbrio do clima e do solo.

Outras ameaças à caatinga são ainda a ocupação irregular do uso do solo, a caça predatória e a utilização da vegetação pelas carvoarias.Para preservar o ecossistema dessa região foram criadas várias unidades de conservação, como o Parque Nacional da Chapada Diamantina, o Monumento Natural Cachoeira do Ferro Doido e a Estação Ecológica do Raso da Catarina, todos federais.

No plano estadual estão instaladas as seguintes APAs - Áreas de Proteção Ambiental: Serra Branca/Raso da Catarina; Dunas e Veredas do Baixo Médio São Francisco; Grutas dos Brejões e Veredas do Romão Gramacho; Marimbus-Iraquara, Serra do Barbado, Pedra do Cavalo e Lagoa de Itaparica.

A região abriga ainda os parques estaduais Morro do Chapéu e Sete Passagens. São consideradas ARIE - Áreas de Relevante Interesse Econômico, assim definidas na legislação ambiental do estado, as nascentes do rio de Contas e a Serra do Orobó.

Fonte: AssCom CRA-Bahia


  
  

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Cicero nascimento da costa

Cicero nascimento da costa

23/08/2011 19:53:29
Finalmente a caatinga começa a ter a atenção que merece. Afinal, já que o único bioma genuinamente brasileiro. Muitas ações estão voltadas para a Floresta Amazônica e Mata Atlântica. O Cerrado e a Caatinga eram esquecidos, mas agora parece que toma corpo um viés de olhar responsável e que lança luzes sobre a necessidade da preservação desse bioma.

Carlos Ramiro Coutinho Bartolomeu

Carlos Ramiro Coutinho Bartolomeu

09/10/2008 14:56:24
Trabalhos deste quilate aumentam a responsabilidade de todos que mantém atividade econômica na região de caatinga em todo o território nordestino e que devem se conscientizar da prática sustentável de sua agroatividade. Gostaria de acessar tais informações.