Base de exploração de petróleo terá estudo de impacto ambiental

Especialistas da UFAM - Universidade Federal do Amazonas e da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro vão fazer, a pedido da Petrobras, avaliação ambiental na base de operações da empresa, no município amazonense de Coari. Localizada a 600 quilô

  
  

Especialistas da UFAM - Universidade Federal do Amazonas e da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro vão fazer, a pedido da Petrobras, avaliação ambiental na base de operações da empresa, no município amazonense de Coari.

Localizada a 600 quilômetros a oeste de Manaus, a cidade fica às margens do rio Urucu, principal via usada para transporte de equipamentos e outros tipos de carga pesada até a base.

O objetivo do estudo é recuperar áreas onde há erosão do solo e evitar que haja um maior impacto no meio ambiente. A coordenação ficará por conta do pesquisador da UFAM, Francisco Evandro Aguiar, especializado em climatologia. Ele já desenvolve estudos de clima no local, onde dispõe de estações meteorológicas.

O geógrafo Antônio José Teixeira Guerra, do Laboratório de Geomorfologia Experimental e Erosão dos Solos, da UFRJ, trabalhará como consultor no projeto, devido à sua experiência na área de conservação de solos e formação de ravinas. Os pesquisadores contarão com a ajuda de bolsistas de iniciação científica.

O grupo fez uma visita à base de operações, no mês passado, para um primeiro diagnóstico e o estabelecimento de uma agenda de trabalho, junto, inclusive, aos representantes da Petrobras. A empresa está interessada não só em recuperar danos causados pela própria presença da atividade de exploração petroleira, mas também quer saber como agir preventivamente.

"Embora a Amazônia seja uma região de baixa declividade, registram-se processos erosivos na base de Coari, principalmente por causa da construção de estradas que interligam os poços e das faixas de implantação de dutos", conta Guerra.

Os processos erosivos, de acordo com a primeira impressão dos pesquisadores, são de nível inicial, portanto, de fácil solução.

"Não é muito sério, mas inspira cuidados para que o problema não se agrave", afirma o géografo.

Guerra explica que qualquer área desprotegida de cobertura vegetal sofre risco de erosão e, em Coari, já se formam inclusive ravinas. A situação, segundo ele, não se agravou mais, até o momento, porque ali os solos são argilosos, menos suscetíveis a movimentos de massa.

O objetivo do projeto, que deverá ter duração de dois anos, é fazer mapeamento das áreas atingidas pelo fenômeno, com uso de Sistema de Posicionamento Global, o GPS. Além de erosão, os pesquisadores vão procurar áreas com movimento de massa, ou seja, pequenos deslizamentos e também identificar pontos do rio Urucu já acometidos pelo assoreamento.

"A Petrobras usa o rio Urucu para transporte de máquinário pesado, o que só é possível em seis meses do ano, quando a maré está alta. Na estiagem, a profundidade do rio tem atingido até 80 centímetros", conta Guerra, também preocupado com a redução na vazão do rio.

O grupo da UFAM e UFRJ vai, inicialmente, realizar um diagnóstico das áreas atingidas, além de determinar propriedades químicas e físicas dos solos. Eles farão também um estudo nos igarapés que contribuem para a vazão do Urucu, porque alguns deles já sofrem do processo de carreamento de sedimentos, em função da erosão, e conseqüentemente redução no volume d´água.

De acordo com Guerra, a expectativa é apresentar soluções já nos primeiros meses de trabalho de campo. Depois, eles vão realizar trabalho contínuo de monitoramento ambiental.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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