Biotecnologia cria vacina contra câncer do colo do útero

O câncer de colo de útero mata anualmente cerca de 230 mil mulheres em todo o mundo e, a cada ano, 700 mil novos casos são diagnosticados. Por isso, cientistas estão pesquisando vacinas contra o principal tipo do vírus causador deste tipo de câncer, o pap

  
  

O câncer de colo de útero mata anualmente cerca de 230 mil mulheres em todo o mundo e, a cada ano, 700 mil novos casos são diagnosticados. Por isso, cientistas estão pesquisando vacinas contra o principal tipo do vírus causador deste tipo de câncer, o papillomavirus humano (HPV).

Uma das principais ferramentas utilizadas é a biotecnologia, por meio da transgenia de plantas, pois possibilita a redução do custo das vacinas.

Pesquisadores das universidades de Rochester, Cornell e Tulane, nos Estados Unidos, desenvolveram uma batata geneticamente modificada que produz as chamadas virus-like particules (VLPs), que são linhagens mais fracas do vírus, para o desenvolvimento de uma vacina comestível contra o HPV.

Os estudos tiveram início em meados dos anos 90, quando a Universidade de Rochester conseguiu isolar a seqüência genética que gera a proteína que envolve o vírus. Com esta seqüência, os cientistas desenvolveram as VLPs, cuja extração, no entanto, é cara e difícil.

A Universidade de Cornell, então, desenvolveu a batata geneticamente modificada com esta seqüência de DNA. Ingerindo a batata, as pacientes ingeres também as VLPs e criam anticorpos contra o HPV. A pesquisa já está em fase de testes em ratos.

As universidades de Georgetown e da Carolina do Norte (EUA) também desenvolvem pesquisa no mesmo sentido, só que utilizando tabaco geneticamente modificado. Um dos motivos da escolha desta planta é que os cientistas pretendem `reinventar` a cultura de tabaco para fins medicinais.

Já o Instituto de Genética de Plantas e Estudos Agronômicos, da Alemanha, conseguiu a transferência de um gene retirado de um dos principais tipos de HPV e inseri-lo tanto no DNA da batata quanto no do tabaco. Este gene promove a imunização da paciente, sem infectá-la. A pesquisa também está em fase de testes em animais.

Fonte: Casa da Imprensa

  
  

Publicado por em

Adilson

Adilson

22/10/2008 20:38:37
seria otimo a descoberta para outros tipos de cancer