Brasil concorre ao prêmio de Melhor Projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo 2004

O projeto “Cogeração com Bagaço Vale do Rosário”, elaborado pela Econergy Brasil para a usina sucro-alcooleira Cia Açucareira Vale do Rosário, é um dos 5 finalistas do prêmio de Melhor Projeto de MDL 2004, competição lançada pelos organizador

  
  

O projeto “Cogeração com Bagaço Vale do Rosário”, elaborado pela Econergy Brasil para a usina sucro-alcooleira Cia Açucareira Vale do Rosário, é um dos 5 finalistas do prêmio de Melhor Projeto de MDL 2004, competição lançada pelos organizadores da conferência “Carbon Market Insights”, que teve início hoje (dia 20) em Amsterdan Holanda, para discutir os acontecimentos e futuras tendências do mercado de carbono.

Mais de 450 delegações de todo o mundo estão presentes ao evento que termina amanhã (dia 21) com as discussões sobre o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e o papel dos projetos de MDL na mitigação do aquecimento global e promoção do desenvolvimento sustentável.

O Melhor Projeto de MDL 2004 será votado por um júri composto de especialistas do mercado,sendo que os participantes da conferência também poderão eleger o melhor projeto através de uma votação extra-oficial.

“Espero que o projeto vença a competição e que eu possa trazer este prêmio para o Brasil. Considerando a quantidade de créditos de carbono a ser obtida pelo projeto, sua contribuição ao desenvolvimento sustentável e as condições para aprovação de projetos no Brasil, que estão mais claras com o trabalho da Comissão Interministerial para Mudança Global do Clima, creio que somos favoritos ao prêmio”, diz Marcelo Junqueira, diretor geral da Econergy Brasil, que se encontra em Amsterdã acompanhando a Conferência.

Projeto da Vale do Rosário

O projeto de Cogeração com Bagaço Vale do Rosário, enquadrável no MDL por gerar energia renovável a partir do bagaço da cana-de-açúcar, foi o primeiro do setor sucro-alcooleiro no Brasil a passar por um crivo prévio de um auditor internacional.

Essa etapa prévia resultou na constatação de que a concepção do projeto está de acordo com os moldes do MDL e, portanto, gerará créditos de carbono.

Além disso, o projeto foi ainda o primeiro a ser apresentado, em caráter mundial, ao painel metodológico da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudança do Clima para avaliação de sua metodologia de linha-de-base, rotina de cálculo para se determinar a quantidade de créditos de carbono a ser obtida a partir do co-geração com bagaço.

Na Vale do Rosário, localizada em Morro Agudo, no interior de São Paulo, o projeto deve gerar cerca de 2,1 milhões de créditos de carbono ao longo de 21 anos.

A preços de mercado (US$5,00 por crédito), o montante mencionado equivale US$ 10,5 milhões. A Econergy negocia esse projeto com o governo da Suécia.

“Estar entre os finalistas não chega a ser uma surpresa, dado o histórico de trabalho árduo e pioneiro e as parcerias de primeira linha que a Econergy Brasil vem
cultivando nesses seus 3 anos de vida. A Vale do Rosário foi nossa primeira cliente e, sem dúvida alguma, a colaboração de todos na usina para levantar os dados e
documentações necessárias para nossa análise foram também fundamentais para o sucesso do projeto”, reconhece Junqueira.

Econergy

A Econergy é uma empresa que desenvolve projetos de tecnologia limpa, sendo especializada na prestação de assessoria técnica e financeira e no desenvolvimento de
novos negócios, com foco na análise e comercialização de créditos de carbono.

Apenas no setor sucroalcooleiro, a Econergy é responsável pelos projetos de geração de energia renovável com o bagaço de cana de 16 usinas, que indicam um volume aproximado de 17 milhões de créditos de carbono.

A empresa também desenvolve projetos em aterros sanitários, cujos créditos de carbono são originados da queima controlada de gases provenientes da disposição manejada do lixo. Nos aterros, o total a ser negociado aproxima-se de 2,8 milhões de créditos de carbono.

Além da não emissão de gases de efeito estufa proporcionada pelos projetos das usinas sucroalcooleiras e dos aterros, a Econergy também atua em projetos de créditos de carbono originados do seqüestro do CO2 da atmosfera através do plantio de florestas manejadas sustentavelmente.

O enquadramento de projetos florestais no MDL tornou-se possível após a 9ª Conferência das Partes, nona edição da reunião anual de países para discutir as mudanças do clima da Terra. Nessa reunião, que ocorreu em Milão, na Itália, em dezembro de 2003, ficaram definidas as regras para a participação de projetos florestais no mercado de carbono.

A empresa administra ainda um fundo de investimento de capital de risco, o CleanTech Fund, para projetos de eficiência energética e energia renovável. Contando com uma equipe multidisciplinar de engenheiros e analistas, a Econergy oferece a estruturação total dos projetos, além de promover a comercialização dos créditos de carbono.

A Econergy atua, dessa forma, transformando os recursos ambientais de seus clientes em ativos financeiros e em vantagens para garantir maior competitividade no mercado.

Fonte: Ateliê da Notícia

  
  

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