Brasil fortalece participação na agenda global de meio ambiente

Rafael Imolene A partir de março, quando se intensifica a agenda internacional de eventos relacionados ao meio ambiente, o Brasil passa a ter uma participação mais efetiva nas decisões mundiais sobre aquecimento global, redu

  
  

Rafael Imolene

A partir de março, quando se intensifica a agenda internacional de eventos relacionados ao meio ambiente, o Brasil passa a ter uma participação mais efetiva nas decisões mundiais sobre aquecimento global, redução de emissão de gases estufa, biodiversidade e energia renovável, entre outros temas que dominarão os encontros em todos os continentes.

Com a máxima "liderar pelo exemplo", adotada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o Brasil se valerá dos avanços obtidos internamente no país para conduzir as negociações e diálogos com a comunidade internacional. A começar pela visita do diretor-executivo do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), Achim Steiner, que desembarca no Brasil pela primeira vez desde que assumiu o comando do órgão, em junho de 2006. Steiner chega ao país no dia 5 de março e cumprirá agenda em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

Com a ministra Marina, conversará sobre formas de trabalhos conjuntos entre o Brasil e o Pnuma. Também estarão em pauta a governança ambiental da ONU e o apoio do órgão à cooperação entre os países do Hemisfério Sul. Também em março, entre os dias 15 e 17, haverá a reunião dos ministros do Meio Ambiente do G-8+5 (Grupo dos oito países desenvolvidos somado aos cinco grandes emergentes: EUA, Japão, Canadá, França, Reino Unido, Itália, Alemanha e Rússia, mais Brasil, Índia, México, China e África do Sul).

O encontro, na Alemanha, é uma etapa preparatória do encontro dos presidentes do G8+5. Nessa reunião de caráter político, os países ricos vão defender esforços para combater mudanças climáticas e preservação de florestas, enquanto os emergentes, como o Brasil, darão prioridade ao acesso e repartição de benefícios. No mesmo encontro, o Brasil defenderá sua proposta de incentivos aos países em desenvolvimento que reduzirem a emissão dos gases estufa, como a criação de um fundo internacional de compensação. Entre os dias 7 e 9 de março, na cidade australiana de Cairns, representantes das Secretarias de Qualidade Ambiental e de Biodiversidade e Florestas do MMA participarão da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Será um importante evento técnico, com ênfase no desmatamento e redução da emissão de gases estufa.

Ainda em março ocorre a 5ª Sessão do CRIC (Comitê de Revisão da Implementação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação). A reunião, na Argentina, contará com a presença de uma expressiva delegação do Ministério do Meio Ambiente. Marina Silva foi convidada pelos organizadores e no momento avalia a possibilidade de ir a Buenos Aires. De acordo com o assessor internacional do MMA, Fernando Lyrio, ao reduzir efetivamente o desmatamento e investir em energia renovável, como o biodiesel, o Brasil se posiciona com segurança para assumir um papel mais importante nas discussões internacionais de meio ambiente. "Os esforços internos na área ambiental tem proporcionado ao Brasil um papel de destaque internacional, a partir do desenvolvimento e da implementação de políticas ambientais, que correspondem aos acordos multilaterais", diz Lyrio.

Fonte: Min. Meio Ambiente

  
  

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