Brasil proíbe entrada de aves e produtos de países com diagnóstico de influenza aviária

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento determinou a proibição da entrada de aves, seus produtos e subprodutos de países onde tenha ocorrido casos de influenza aviária, a chamada `gripe do frango`. Além disso, o ministério intensificou a

  
  

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento determinou a proibição da entrada de aves, seus produtos e subprodutos de países onde tenha ocorrido casos de influenza aviária, a chamada `gripe do frango`.

Além disso, o ministério intensificou a vigilância em portos e aeroportos com vistoria de bagagens procedentes de países onde houve a ocorrência da doença desde 1991.

O veterinário Jorge Caetano, coordenador substituto de Vigilância e Programas Sanitários da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), informa que a influenza aviária é exótica no Brasil e foi constatada em países que não exportam produtos avícolas para o país.

O Ministério da Agricultura recomenda aos produtores, porém, restringir as visitas de pessoas procedentes desses países a estabelecimentos avícolas nacionais.

`Pedimos ainda a comunicação imediata de qualquer suspeita de ocorrência da doença ao serviço veterinário oficial`, diz Caetano.

Nas últimas semanas, foi identificado o vírus de influenza aviária num surto em duas províncias do sul do Vietnã, que resultou, até o momento, na morte de 40 mil aves e no abate sanitário de outras 30 mil.

Um surto de influenza aviária ocorreu na Coréia do Sul em dezembro de 2003 e ainda, nas últimas semanas, as autoridades do Japão anunciaram a morte de 6 mil aves de uma única propriedade devido à infecção pela mesma cepa do vírus influenza.

Para impedir a entrada e disseminação da doença no país, o Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), em vigor desde 1994, tem desenvolvido estudos de atividade viral e vigilância também para a doença de
`Newcastle`, que é uma doença da `Lista A` da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), de notificação obrigatória ao serviço veterinário oficial.

As principais via de transmissão do vírus da influenza aviária são excreções e secreções de aves migratórias. Os proprietários, trabalhadores, técnicos e visitantes eventuais das granjas podem transferir fezes de lotes contaminados, através dos calçados ou de outro material (veículos de transporte, ração, cama, comedouros, bebedouros, gaiolas), para lotes suscetíveis ao vírus.

O primeiro caso de transmissão de influenza aviária para humanos ocorreu em 1997, em Hong Kong, e provocou 18 casos e 6 mortes. Estudos genéticos subseqüentes associaram este surto em humanos à influenza aviária. Foram sacrificadas em torno de 1,5 milhão de aves domésticas naquele país.

Outros surtos de influenza aviária em humanos foram identificados recentemente: um em Hong Kong em fevereiro de 2003, com dois casos e uma morte; e outro na Bélgica e Holanda, em abril de 2003, com 83 casos e o óbito de um veterinário.

Fonte:Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

  
  

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