Brasil quer Abrolhos na lista mundial de áreas úmidas

O Ministério do Meio Ambiente e a Conservação Internacional apresentarão ao secretariado da Convenção de Ramsar uma proposta para que uma área com mais de 5 milhões de hectares, incluindo o Parque Nacional Marinho de Abrolhos, seja reconhecida como mais u

  
  

O Ministério do Meio Ambiente e a Conservação Internacional apresentarão ao secretariado da Convenção de Ramsar uma proposta para que uma área com mais de 5 milhões de hectares, incluindo o Parque Nacional Marinho de Abrolhos, seja reconhecida como mais um Sítio Ramsar no Brasil.

A região seguiria da foz do Rio Jequitinhonha, na Bahia, até a foz do Rio Doce, no Espírito Santo. O chamado Complexo de Abrolhos incluiria, ainda, bancos de corais, a Reserva Extrativista do Corumbau e áreas de proteção estaduais. A indicação será feita antes da 9ª Conferência das Partes da Convenção, que acontecerá em novembro, em Uganda.

A arrecadação de fundos para proteção tende a ser maior quando uma região é definida como Sítio Ramsar. Além disso, o reconhecimento internacional é quase um `selo` de qualidade ambiental. O conjunto de ilhas de Abrolhos é a principal zona pesqueira da Bahia, e contribui com 80 mil empregos ligados ao turismo.

O arquipélago abriga várias espécies endêmicas (só existem ali), corais únicos no mundo, é área de reprodução de muitos peixes e de baleias e local de parada e de procriação de aves. Lá também estão os chapeirões, recifes com até 50 metros de diâmetro e 25 de altura, reconhecidos como a maior formação do gênero no Atlântico Sul.

A proposta para o novo Sítio Ramsar brasileiro será debatida com outros ministérios, como da Defesa e da Ciência e Tecnologia, organizações não-governamentais, sociedade civil e instituições de ensino e pesquisa. O texto foi apresentado em novembro de 2004 ao Comitê Nacional de Zonas Úmidas.

Até o fim do ano, o Brasil deverá finalizar propostas para outros sítios, na Estação Ecológica do Taim, no Rio Grande do Sul, e na APA de Cananéia-Iguape-Peruíbe, em São Paulo.

`Um Sítio Ramsar não restringe nenhuma atividade, mas deve ser usado racionalmente e de forma sustentável`, explica Maria Carolina Hazin, da Diretoria de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente.

Entre as ameaças à região de Abrolhos, estão a pesca, o crescimento urbano e o turismo descontrolados, o depósito de sedimentos causado pelo desmatamento nas margens dos principais rios que desaguam no local e o avanço da exploração de petróleo e gás natural.

Nos últimos dias, o Ibama - Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis negou licença a uma empresa que pretendia extrair petróleo no litoral do Espírito Santo. O motivo foi a proximidade com o Parque de Abrolhos.

Informe :

Durante a Conferência das Partes, em novembro, o Brasil apresentará um relatório sobre o estado do manejo e da conservação de seus oito sítios ramsar, que somam 6,4 milhões de hectares.

Nas 120 páginas do documento, há informações sobre as ações tomadas no País para a preservação e a recuperação de mangues, lagos, lagoas, banhados, brejos e pântanos, por exemplo.

Os sítios brasileiros são o Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS), Parque Nacional do Araguaia (TO), Parque Nacional do Pantanal Matogrossense (MT), Reserva Particular do Patrimônio Natural do Sesce no Pantanal, Reserva de Desenvolvimento Sustentado Mamirauá (AM), o Parque Estadual Marinho do Parcel de Manuel Luiz e as áreas de proteção ambiental da Baixada Maranhense e das Reentrâncias Maranhenses, no Maranhão.

De acordo com a Diretoria de Áreas Protegidas do MMA, os três sítios maranhenses têm sofrido com o avanço da criação de búfalos e de camarões. E no Pantanal, já é encontrado o mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei), espécie exótica invasora que traz prejuízos econômicos, sociais e ambientais.

A apresentação do informe é uma obrigação de todos os países signatários da Convenção de Ramsar. O Brasil ratificou o texto em 1996. Para a elaboração do relatório, foram consultados órgãos do governo federal, de estados e de municípios, instituições de ensino e pesquisa, comunidade científica, entre outros.

Fonte: MMA

Alcobaça Caravelas Nova Viçosa Prado

  
  

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Anides Soares Coutinho

Anides Soares Coutinho

15/12/2008 13:20:07
Conheci recentemente as cidades de Alcobaça, Prado e Caravelas, que estão de frente para o arquipélago de Abrolhos.(Mais ou menos 70Km da costa)Não tive a oportunidade ir em Abrolhos, mas fiquei encantado com a região. As praias, a beleza colonial das bucólicas cidades, e principalmente o povo da região. Eta gente boa e hospitaleira! E as mulheres? São encantadoras e desinibidas! Pretendo voltar rapidamente até Março 2009, e conhecer Abrolhos. Fico pensando, eu mineiro em alto mar por cerca de 2 horas de barco ao lado de uma linda e simpática baiana! Vou, sim ah se vou! Anides Coutinho/ De Ipatinga/MG, Vale do Aço.