Brasília-DF sedia a III Conferência Científica do Projeto LBA

Como as descobertas do LBA - Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia podem ser úteis para a agricultura amazônica, quais as dimensões humanas do uso e cobertura das terras da região e resultados da avaliação da dinâmica das queimad

  
  

Como as descobertas do LBA - Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia podem ser úteis para a agricultura amazônica, quais as dimensões humanas do uso e cobertura das terras da região e resultados da avaliação da dinâmica das queimadas são exemplos de trabalhos que pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura,Pecuária e Abastecimento, apresentarão na III Conferência Científica do Projeto LBA, que foi aberta hoje, terça, 27, às 9 horas, pela ministra Marina Silva, do Meio Ambiente.

A Conferência vai até quinta-feira, 29, na Academia de Tênis de Brasília (DF).

O diretor da Embrapa Herbert Lima participa da abertura do evento, na manhã de terça-feira, e fala sobre a importância dos resultados do LBA para a proposição e efetivação de políticas públicas que levem ao uso sustentável dos recursos naturais da Amazônia.

Segundo Herbert Lima, a Conferência é uma forma de mostrar à sociedade a contribuição da ciência para um modelo de desenvolvimento equilibrado.

O pesquisador Mateus Batistella, da Embrapa Monitoramento por Satélite (Campinas – SP), apresentará também hoje, às 16h30, em uma da sessões especiais da Conferência, trabalho que vem sendo desenvolvido em parceria com a Universidade de Indiana - ACT, dos Estados Unidos.

É o projeto Dimensões Físicas e Humanas do Uso e Cobertura das Terras na Amazônia: uma Síntese Multi-Escalar. Outras instituições, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, e Universidade de Princeton também fazem parte do projeto.

A pesquisa abrange sete áreas de estudo e faz uma análise sobre as dimensões sociais e biofísicas das transformações da paisagem amazônica.São enfatizadas áreas de assentamento rural.

Para entender as mudanças no uso e cobertura das terras na Amazônia, o estudo utiliza uma abordagem georreferenciada que inclui a análise de amostras de solo, a avaliação da vegetação, os históricos de uso das terras, as classificações de imagens de satélites, a demografia de domicílios rurais e as análises institucionais.

As sete áreas de estudo representam variações de fertilidade de solos, desde o estuário Amazônico e a Região Bragantina até o nordeste de Rondônia. Estudos comparativos em algumas dessas áreas têm produzido
conhecimentos em ciências sociais e naturais, a partir de evidências baseadas em geoinformação e trabalho de campo.

Em Rondônia, por exemplo, foi realizada uma análise multitemporal, utilizando imagens de satélite e entrevistas com proprietários, seringueiros, madeireiros e outros
atores locais. Além do monitoramento do uso e cobertura das terras, os sistemas de produção e a utilização dos recursos naturais também foram analisados.

Na quarta-feira, 28, também às 16h30, o pesquisador Alexandre Coutinho,da Embrapa Monitoramento por Satélite apresenta resultados da avaliação da dinâmica das queimadas no Mato Grosso com base municipal.

Fonte: Embrapa

  
  

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