Brasília-DF sedia oficina que explora práticas de relação entre homem,mulher e meio ambiente

Nesta semana está acontecendo a primeira oficina sobre gênero e meio ambiente em Brasília (DF). Apesar de haver um reconhecimento da conveniência de trabalhar os dois temas de forma integrada, até hoje não foi realizado nada de concreto, explica Mônica No

  
  

Nesta semana está acontecendo a primeira oficina sobre gênero e meio ambiente em Brasília (DF). "Apesar de haver um reconhecimento da conveniência de trabalhar os dois temas de forma integrada, até hoje não foi realizado nada de concreto", explica Mônica Nogueira, antropóloga e coordenadora de projetos do ISPN - Instituto Sociedade, População e Natureza, sobre a importância do evento.

A oficina tem a finalidade de estimular uma articulação política em torno da temática gênero e meio ambiente para a criação de políticas públicas.

"É necessário favorecer um acesso igualitário para as mulheres nas políticas ambientais", esclarece Mônica. Existe uma grande diferença no tratamento de homens e mulheres com o meio ambiente.

"Ainda hoje em alguns assentamentos as mulheres não podem ser donas de seus lotes. O Incra prefere dar títulos de terra aos homens e não as mulheres, apesar do número de mulheres chefe de famílias crescerem a cada dia no meio rural", relata Mônica.

A oficina, que tem o enfoque nas regiões Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, explora práticas e abordagens locais sobre as relações entre mulheres e homens, na sua interação com meio ambiente.

O projeto "Produção Sustentável e Capacitação para o Assentamento Andalucia", que foi apresentado no evento, demonstra bem esta relação.

A iniciativa, que é coordenada e desenvolvida pela ONG Ecoa - Ecologia e Ação, atualmente trabalha com um grupo de 18 mulheres do assentamento, no município de Nioaque, Mato Grosso do Sul.

As mulheres foram capacitadas para produzirem peças utilitárias feitas com técnicas de tecelagem associadas ao extrativismo sustentável de espécies nativas do Cerrado.

Os homens do assentamento além de receberem uma ajuda no orçamento de casa com o trabalho de suas parceiras estão ajudando a construir a sede para instalação do Núcleo de Capacitação e Produção, e também foram capacitados para trabalhar com a gestão dos recursos naturais.

A Oficina de Tecelagem do assentamento Andalucia em menos de um ano já produziu e vendeu cerca de 3.000 mil peças.

Fonte: Ecologia em Notícias

  
  

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