Câmara de Comércio Suíça traz nove empresas para a Fimai

A Câmara de Comércio Suíço-Brasileira, Swisscam, terá a participação de nove empresas na Fimai, a Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial, nos dias 29, 30 e 31 deste mês, no Expo Center Norte, em São Paulo. Um mercado que movimenta, no Brasil,

  
  

A Câmara de Comércio Suíço-Brasileira, Swisscam, terá a participação de nove empresas na Fimai, a Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial, nos dias 29, 30 e 31 deste mês, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Um mercado que movimenta, no Brasil, cerca de R$ 9 bilhões por ano. São negócios com novas tecnologias para a geração de energia, equipamentos anti-poluição, serviços como o tratamento de efluentes, destinação de resíduos e recuperação de áreas degradadas, além de consultoria na instalação do chamado processo de Produção Mais Limpa (P+L) pelas indústrias brasileiras.

O presidente da Swisscam, Ernesto Moeri, classifica a Fimai como uma importante feira de contatos. É uma excelente oportunidade para empresários e investidores suíços e brasileiros explorarem o potencial do mercado de meio ambiente, destaca.

A Swisscam tem 58 anos de tradição em promover o comércio bilateral entre o Brasil e a Suíça. A instituição tem 350 associados. Entre eles Nestlé, Clariant, os laboratórios Novartis e Roche, multinacionais espalhadas pelo mundo, além de médias e pequenas empresas e até pessoas físicas. É a segunda vez que a Swisscam participa da Fimai, a maior feira de meio ambiente industrial da América Latina.

A Suíça se destaca entre os países exportadores de tecnologia ambiental, como França, Estados Unidos, Alemanha e Canadá. O país convive com a escassez de recursos naturais. A Suíça tem apenas 41 mil quilômetros quadrados, o equivalente ao tamanho do estado do Rio de Janeiro. Promover o desenvolvimento econômico sem devastar a natureza é um desafio enfrentado pelos empresários. Há décadas, a indústria foi obrigada a fazer adaptações no processo de produção para cumprir as exigências da legislação ambiental. A Suíça tem leis que punem com rigor as empresas poluidoras.

Nos últimos dez anos, o crescimento da produção no país não gerou aumento no consumo de energia. As fábricas conseguiram produzir mais com o mesmo gasto energético. O nível de abastecimento não muda nem durante o inverno. É que as casas suíças têm isolamento térmico. A maior fonte de divisas estrangeiras do país ainda é o turismo, outro importante fator de estímulo ao investimento na conservação do meio ambiente.

A matriz energética na Suíça, como no Brasil, é a hidrelétrica. A abundância de água possibilita ao país produzir a partir de uma energia limpa, não poluidora. Mas, a Suíça desenvolveu várias outras fontes alternativas de geração de energia, como solar, eólica, fotovoltaica, geotérmica, além dos biocombustíveis.

O presidente da Swisscam, Ernesto Moeri, acredita que os dois países têm muita experiência a trocar nessa área. A crise brasileira, que levou ao racionamento, despertou o país para a urgência de investir na geração de energia e buscar o desenvolvimento sustentado.

Fonte: Assessoria de Imprensa Swisscam

  
  

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