Campanha reduz em 45% a queda de balões

A Campanha `Não Solte Balões 2004`promovida pelo Pólo Petroquímico do Grande ABC reduziu em 45% a incidência de queda de balões em empresas do setor,localizadas principalmente em Mauá e Santo André. Durante a campanha, realizada entre maio e junho des

  
  

A Campanha `Não Solte Balões 2004`promovida pelo Pólo Petroquímico do Grande ABC reduziu em 45% a incidência de queda de balões em empresas do setor,localizadas principalmente em Mauá e Santo André.

Durante a campanha, realizada entre maio e junho deste ano, com o slogan `Bonito o balão que caiu aqui, né?`, foram registradas somente 15 quedas de balões,contra 27, em 2003. A meta é zerar o número de quedas.

Para Sidney dos Santos, coordenador do Grupo de Sinergia do Pólo Petroquímico do Grande ABC, a redução do número de balões é resultado direto da campanha que esse ano apresentou um teatro de bonecos e um talk show em 35 escolas localizadas próximas ao Pólo, que ainda contaram com distribuição
de gibi específico sobre o perigo de soltar balões.

`As apresentações mostraram de forma educativa quais são os riscos de se soltar balões, da perda de uma propriedade ao risco de morte, além de enfatizar que a ação é um crime`, conta Santos.

Cerca de 36 mil estudantes de escolas estaduais, municipais e particulares de ensino fundamental e médio,de São Paulo, Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra assistiram às apresentações.

Durante o mês de junho, foram exibidas 43 sessões do teatro de bonecos para crianças de 1ª a 4ª séries(sete a 10 anos), de 25 escolas. Já o talk show foi apresentado 53 vezes, em 23 colégios, para crianças e adolescentes de 11 a 17 anos.

Apesar de diminuir a quantidade de balões na região, a campanha ainda não atingiu a meta: reduzir a zero o número de incidências.

`A constância da campanha nos tem permitido chegar a números cada vez menores e, por isso, vamos manter esse enfoque até termos certeza de que balão é coisa do passado`, diz o coordenador, que reforça a idéia de crime em relação aos balões.

`Soltar balão é crime e falar abertamente sobre isso tem colaborado muito para o resultado positivo da campanha`, afirma Sidney dos Santos, também gerente industrial da Unidade Mauá da Polibrasil.

Este é o quinto ano consecutivo da campanha, que consumiu investimentos na ordem de R$ 250 mil.Em paralelo às apresentações nas escolas, foi realizada uma ampla campanha publicitária, com anúncios em jornais, revistas, outdoors e busdoors.

O sucesso da campanha pode ser medido ainda por meio dos números apresentados a partir de 2001, quando foram registrados 113 balões, quantidade superior em cerca de 8 vezes a 2004. A campanha foi desenvolvida pela Octopus Comunicação.

CRIME AMBIENTAL :

Soltar balão é crime desde 13 de fevereiro de 1998, quando foi aprovada a lei 9.605,artigo 42, que diz: `fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndio em florestas e demais formas de vegetação, em área urbana ou qualquer tipo de assentamento humano, é crime ambiental que prevê pena de três anos de detenção e multa`.

Segundo o Corpo de Bombeiros do Grande ABC, em
2003 foram registradas 21 ocorrências provocadas por balões na região, sendo 9 com incêndio.

Em 2004,foram registradas três ocorrências de queda de balões até meados de julho, sendo duas em Mauá, e uma em Santo André, na vila Utinga. Nenhuma delas causou grandes prejuízos, mas a intervenção do Corpo de
Bombeiros foi fundamental para evitar o alastramento dos pequenos focos de incêndio resultantes das quedas dos balões.

Além disso, os balões que caem apagados também causam transtornos aos bombeiros e à população, porque podem atingir a rede elétrica e provocar acidentes fatais às pessoas que tentarem resgatá-lo.

Os balões são uma das únicas formas externas de as empresas do Pólo sofrerem risco, porque se caírem acesos em áreas de tanques de armazenamento de combustível – em especial os grandes balões, compostos de cangalhas com explosivos – podem provocar incêndio.

Para evitar os riscos, as empresas desenvolvem inúmeras ações preventivas e também possuem brigadas de segurança e profissionais altamente qualificados para situações de emergência, além de realizarem constantes treinamentos e simulados de combate a incêndio.

Fonte: Companhia de Imprensa

  
  

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