Campos do Jordão/SP compromete-se com a conservação da Amazônia

Campos do Jordão (SP) tornou-se, no sábado (9/7), o 12º município a aderir ao programa Cidade Amiga da Amazônia, do Greenpeace. O prefeito João Paulo Ismael e a representante do Greenpeace, Rebeca Lerer, assinaram o termo `Compromisso pelo Futuro da Flore

  
  

Campos do Jordão (SP) tornou-se, no sábado (9/7), o 12º município a aderir ao programa Cidade Amiga da Amazônia, do Greenpeace. O prefeito João Paulo Ismael e a representante do Greenpeace, Rebeca Lerer, assinaram o termo `Compromisso pelo Futuro da Floresta`, em solenidade realizada na Praça Dr. Sílvio Rios, que contou com a presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

A prefeitura terá prazo de 120 dias para elaborar uma lei municipal que evitará o consumo de madeira amazônica proveniente de desmatamentos e extração ilegal nas compras públicas do município.

`Campos do Jordão é mais uma cidade que toma medidas concretas para eliminar madeira de origem criminosa do mercado`, comemora Rebeca Lerer, coordenadora do programa Cidade Amiga da Amazônia, do Greenpeace.

`Ao adotar critérios sócio-ambientais para a aquisição de madeira nas licitações promovidas pela prefeitura, a cidade está incentivando o desenvolvimento sustentável da Amazônia`.

Em maio, o governo brasileiro divulgou a segunda maior taxa de desmatamento da história. Entre agosto de 2003 e agosto de 2004, 26.130 km2 de floresta foram completamente destruídos. Como mais de 70% da extração madeireira na Amazônia ocorre na ilegalidade, boa parte da madeira utilizada para construir escolas e prédios públicos provém de desmatamentos irregulares ou extração criminosa.

O governo do Estado de São Paulo já editou decreto restringindo o consumo de madeira ilegal nas obras públicas.

`São Paulo consome mais de 15% de toda a madeira extraída da Amazônia, tornando-se o maior consumidor de madeira tropical do mundo. Medidas como esta e a adesão de municípios paulistas ao programa Cidade Amiga da Amazônia enviam uma mensagem clara ao setor produtivo da Amazônia: quem trabalha na ilegalidade está perdendo mercado`, explica Rebeca.

O Greenpeace espera que o Estado de São Paulo assuma os critérios sugeridos pelo programa Cidade Amiga da Amazônia em breve.

Para tornar-se uma Cidade Amiga da Amazônia, as administrações municipais devem formular leis que exijam quatro critérios básicos em qualquer compra ou contratação de serviço que utilize madeira da Amazônia: proibir o consumo de mogno; exigir, como parte dos processos de licitação, provas da cadeia de custódia que identifiquem a origem legal e os Planos de Manejo Florestal da madeira; dar preferência à madeira certificada pelo FSC - Conselho de Manejo Florestal; e orientar construtores e empreiteiros a substituir madeiras usadas em tapumes, fôrmas de concreto e andaimes por opções reutilizáveis como ferro ou chapa de madeira resinada.

O FSC é o único sistema de certificação independente que adota padrões ambientais internacionalmente aceitos, incorpora de maneira equilibrada os interesses de grupos sociais, ambientais e econômicos e tem um selo amplamente reconhecido no mundo todo.

O FSC oferece a melhor garantia disponível de que a atividade madeireira ocorre de maneira legal e não acarreta a destruição das florestas primárias como a Amazônia.

Fonte: Greenpeace

  
  

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