Canadá manifesta interesse pela Base de Alcântara

Depois da Rússia, agora é a vez do Canadá manifestar interesse em utilizar a base de lançamento de satélites de Alcântara, no Maranhão, e da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte. A agência espacial canadense pretende formalizar a proposta durante e

  
  

Depois da Rússia, agora é a vez do Canadá manifestar interesse em utilizar a base de lançamento de satélites de Alcântara, no Maranhão, e da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte. A agência espacial canadense pretende formalizar a proposta durante encontro bilateral sobre assuntos espaciais, marcado para maio, no Brasil.

POLÊMICA NA CÂMARA

O interesse canadense retoma a discussão sobre o acordo assinado em 2000 entre Brasil e Estados Unidos para utilização da Base de Alcântara. O acordo ainda não foi ratificado pela Câmara, pois é considerado por vários parlamentares uma afronta à soberania nacional.

Na avaliação da deputada Socorro Gomes (PcdoB-PA), por exemplo, o interesse do Canadá é mais uma demonstração da importância das bases brasileiras.

"Isso nos leva a consolidar a convicção de que é um absurdo aquele acordo com os Estados Unidos, que é um acordo aviltante, em que só os norte-americanos levam vantagem, e o Brasil perde em todas as suas cláusulas.

Não há transferência de tecnologia, não há o controle do território brasileiro por parte do governo brasileiro, e nem sequer dos míseros trocados que os Estados Unidos pagariam ao Brasil pelo chamado aluguel da Base de Alcântara.

Não há nenhuma autonomia do Brasil na utilização desses recursos, que não poderiam ser utilizados, segundo o acordo assinado, para a tecnologia espacial".

Para Socorro Gomes, a base de Alcântara tem papel estratégico na tecnologia internacional e não dá espaço para acordos como o que foi feito com os Estados Unidos.

TRAMITAÇÃO

Em abril, a Comissão de Ciência e Tecnologia aprovou o Acordo (Projeto de Decreto Legislativo 1446/01) com mudanças no texto enviado pela Comissão de Relações Exteriores. O assunto aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça e de Redação.

A deputada Socorro Gomes lembra, entretanto, que existe a possibilidade do Governo Lula retirar o texto da pauta da Câmara e rever os termos do acordo norte-americano. No final do ano passado, o deputado Nilson Mourão (PT-AC) apresentou indicação nesse sentido.

Fonte: Agência Câmara

  
  

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