Casca de caranguejo combate fungo da pimenta-do-reino

Pesquisadores brasileiros e canadenses estudam o aproveitamento da casca de caranguejo para combater a fusariose, doença que ataca a cultura de pimenta-do-reino provocando o apodrecimento da raiz e o ressecamento da planta. O controle natural desta pr

  
  

Pesquisadores brasileiros e canadenses estudam o aproveitamento da casca de caranguejo para combater a fusariose, doença que ataca a cultura de pimenta-do-reino provocando o apodrecimento da raiz e o ressecamento da planta.

O controle natural desta praga, que já dizimou mais de 10 milhões de pimenteiras na Amazônia, é a base da tese de doutorado da bióloga Ruth Linda Benchimol, concluída em 2002 pela UFPA - Universidade Federal do Pará.

A casca de caranguejo é rica em quitina – substância que estimula a proliferação de microorganismos específicos no solo – e pode ser incorporada ao sistema produtivo da pimenta-do- reino como um aditivo eficiente, barato e abundante.

Capturados aos milhares nos manguezais amazônicos, o caranguejo é muito consumido pela população da região, mas sua casca é descartada como lixo ou subaproveitada na produção de peças artesanais.

Há muito tempo Ruth Benchimol, da Embrapa Amazônia Oriental, de Belém do Pará, estuda os efeitos de substâncias naturais no controle de diversos fitiopatógenos, entre eles o fungo causador da fusariose. Sua pesquisa também inclui o estudo de um tipo de pimenteira nativa da Amazônia que tem comprovada ação inibitória contra fungos patogênicos ao homem, animais e plantas.

Cientificamente denominada de Piper aduncum e conhecida popularmente como pimenta-de-macaco, o óleo essencial extraído de sua planta tem mostrado bons resultados no controle de fungos que atacam o cacau e a pimenta-do-reino.

O uso das folhas secas e trituradas, sem a extração do óleo essencial, apresentou bons resultados no controle de agentes causais de disfunções gastrointestinais e ginecológicas.

Encerrado em condições de laboratório e casa de vegetação, o estudo entra agora na fase dos testes de campo. A expectativa é de que ainda este ano esses materiais estudados há dois anos no Brasil e no Canadá possam ser empregados como aditivos no combate da fusariose, reduzindo o uso de agrotóxicos e barateado o custo de produção.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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