Células vivas de mamute podem ser a chave para reconstituição do animal

Cientistas russos anunciaram, nesta semana, o achado de células vivas no material fóssil de um mamute encontrado numa expedição paleontológica, no último verão europeu. Acredita-se que, dentro de 50 ou 100 anos, será possível reconstituir o animal,

  
  


Cientistas russos anunciaram, nesta semana, o achado de células vivas no material fóssil de um mamute encontrado numa expedição paleontológica, no último verão europeu.

Acredita-se que, dentro de 50 ou 100 anos, será possível reconstituir o animal, por meio de clonagem. Até lá, os cientistas pretendem duplicar as células para manter a informação genética da espécie.

Essa informação permitirá que se façam estudos evolutivos e também comparar o genoma do mamute com o genoma de seus "descendentes" atuais. Junto com pesquisadores japoneses, os russos encontraram duas pernas de mamute na expedição que se deu na República de Yakutia, na Sibéria Oriental, numa região eternamente congelada.

Especialistas do Centro de Virologia e Biotecnologida de Novosibirsk investigaram alguns fragmentos do material e detectatram células vivas, com núcleo intacto, no tecido celular subcutâneo.

De acordo com Piotr Lazarev, do Instituto de Ecologia Aplicada do Norte, os pesquisadores vão repetir a análise dos restos do mamífero fossilizado para verificar a possibilidade de clonagem.Parentes dos atuais elefantes, os mamutes pertenciam ao grupo dos proboscídeos ou elefantídeos.

Viviam em climas setentrionais da América do Norte e no norte da Ásia (onde hoje é a Rússia), mediam entre quatro e cinco metros e podiam pesar até 18 toneladas. Os mamutes viveram no período Pleistoceno e se extinguiram há 12 mil anos. Acredita-se que seus indivíduos eram caçados por humanos que habitavam as cavernas.

Fonte: Agência Brasil

  
  

Publicado por em

Juu

Juu

24/11/2011 14:59:58
Gostei. É muito interesante!