Cheia de 2003 no Pantanal deverá ser pequena

Levantamento realizado pelo pesquisador Sérgio Galdino da área de hidrologia da Embrapa Pantanal concluiu que a cheia de 2003 no Pantanal deverá ser pequena, com o nível máximo no Rio Paraguai, em Ladário (MS), devendo ficar compreendido entre 4 e 4,99 m.

  
  

Levantamento realizado pelo pesquisador Sérgio Galdino da área de hidrologia da Embrapa Pantanal concluiu que a cheia de 2003 no Pantanal deverá ser pequena, com o nível máximo no Rio Paraguai, em Ladário (MS), devendo ficar compreendido entre 4 e 4,99 m.

No entanto a Embrapa Pantanal ainda não descarta totalmente a possibilidade da ocorrência de uma cheia normal (5 a 5,99 m), semelhante a ocorrida no ano passado, quando o pico de cheia foi de 5,11 m.

De acordo com o método probabilístico desenvolvido pela Embrapa Pantanal, em 11/04/2003 eram muito altas as chances (85%) do pico da cheia de 2003, no Rio Paraguai em Ladário, ser igual ou superior a 4 m. Já a probabilidade de que ocorra uma cheia igual ou superior a 5 m, é muito baixa (11%).

Confirmando a ocorrência de uma cheia pequena (4 a 4,99 m), a probabilidade do nível máximo do Rio Paraguai, em Ladário, ocorrer em junho é de 70% e em julho de 30%.Galdino, ressalta que o nível máximo anual do Rio Paraguai, em Ladário, constitui o principal referencial de cheia ou de seca no Pantanal.

O nível máximo na régua de Ladário é um excelente indicador das cheias nas calhas dos rios pantaneiros. Estas cheias tem sua origem principalmente nas chuvas que ocorrem nas cabeceiras desses rios (planaltos adjacentes ao Pantanal).

Desta forma se num dado ano ocorrer um volume de chuva elevado nos planaltos adjacentes ao Pantanal e um baixo índice pluviométrico na planície pantaneira, teremos cheias nas calhas dos rios e seca nas áreas de campo do Pantanal.

Este fato foi observado no ano passado, e poderá se repetir em 2003. Dados pluviométricos da Fazenda Nhumirim, sub-região da Nhecolândia, relativos ao período de outubro de 2002 a março de 2003, apontam que o volume de chuvas na planície pantaneira está cerca de 38% abaixo do normal.

Fonte: Embrapa

  
  

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