Cientistas apresentam protocolos para avaliação de OGMS

Cientistas de 15 países, incluindo o Brasil, apresentaram em Brasília, diretrizes científicas para avaliação de risco ambiental do algodão geneticamente modificado que contém a bactéria Bacillus thurigienssi. O documento é um pré-relatório, com as con

  
  

Cientistas de 15 países, incluindo o Brasil, apresentaram em Brasília, diretrizes científicas para avaliação de risco ambiental do algodão geneticamente modificado que contém a bactéria Bacillus thurigienssi.

O documento é um pré-relatório, com as conclusões de dois anos de estudo, e traz os protocolos que podem ser adotados por autoridades governamentais no estudo de risco e também por cientistas que trabalham na área.

Os protocolos foram apresentados no 2º Workshop sobre Diretrizes para Avaliação de OGMs - Organismos Geneticamente Modificados.

Segundo um dos coordenadores do evento, o entomologista Edison Sujii, o algodão Bt, como é chamada a variedade modificada, foi escolhido como estudo de caso a ser apresentado pelo conhecimento acumulado por técnicos brasileiros em relação à culturas não-transgênicas. E também porque já é plantado em países como China, África do Sul e Austrália.

`As discussões sobre transgênicos chegaram a um ponto de tal de polêmica que polarizaram os que são contra e a favor, quando o que deveríamos fazer é delimitar como avaliar o risco, na medida em que a tecnologia existe e a possibilidade de usá-la é real`, disse.

Os especialistas que estudaram o caso do algodão Bt apontaram o pulgão, a lagarta e o bicudo do algodoeiro como as principais pragas a serem analisadas num estudo de avaliação de risco ambiental, por serem mais representativas.

A lagarta é a mesma do cartucho do milho e foi escolhida por também atacar o algodão Bt em áreas de plantio e por resistir à toxina produzida pelo gene da bactéria inserida na cultura.

O bicudo foi considerado importante pelos altos danos causados às plantações de algodão no país e também por ter uma área de ação em todo o Brasil onde o algodão é cultivado.

As áreas de plantio são o Nordeste, principalmente Paraíba e Bahia, o Centro-oeste (estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás) e a região que compreende São Paulo e Paraná.

O mesmo ocorreu com insetos herbívoros que se alimentam do algodoeiro, com predadores desses assuntos, com outros parasitóides, com plantas invasoras e com microorganismos que convivem no solo com a cultura de algodão.

`O documento será ainda mais útil se os governos interessados o adotarem como protocolos de avaliação de impacto e terá, ainda, a utilidade de dar aos pesquisadores uma linha mestra de como trabalhar, mostrando caminhos e possibilidades`, explicou Sujii.

Segundo a entomologista Eliana Fontes, que também trabalhou na organização do evento e nas pesquisas de risco do algodão Bt, os protocolos sugeridos seguem as normas preconizadas pelo Protocolo de Biossegurança de Cartagena.

Conhecido como Protocolo de Cartagena, o documento entrou em vigor nesta semana com a ratificação do 50º país e adota o princípio da precaução em relação aos transgênicos.

Eliana explicou que o estudo apresentado hoje é fruto do trabalho de 80 pesquisadores, dos quais 35 estrangeiros e o restante brasileiros, que participam de uma entidade sem fins lucrativos, a Organização Internacional de Controle Biológico (IOBC, a sigla em inglês).

O projeto é desenvolvido há dois anos e terá uma apresentação final, em setembro de 2004, na Suíça, das diretrizes científicas para avaliação de risco das espécies geneticamente modificadas ligadas a resistência de pragas, incluindo plantas invasoras.

A primeira reunião ocorreu em 2002, no Quênia, na África, quando se apresentou os protocolos para o milho Bt e uma terceira está marcada para março de 2004, no Vietnã. O tema ainda não está definido.

Fonte: Radiobrás

  
  

Publicado por em

Loianne

Loianne

18/08/2009 13:40:07
SOU CONTRA O ALGODÃO BT QUE TRAZ MUITOS PREJUISOS PARA O CULTIVO DE PLANTAÇÃO MACENICA !

Elsa

Elsa

02/10/2008 19:24:20
as ogm's....são a esperança de um futuro para a raça humana...a longo prazo claro...
a saudavel roda dos alimentos (no entanto morrem pessoas seguindo-a)e ninguem a altera..... o medo da mudança atrasa-nos no desenvolvimento e principalmente nos meios de sustentabilidade....talvez no futuro as ogm's sejam uma salvação para o ambiente, saude publica, economia....(mal ja estamos.....sera que existe pior?)