Cientistas belgas descobrem bactéria que degrada poluentes

Equipe de cientistas da Universidade de Gent, na Bélgica, descobriu uma bactéria que pode ser usada para limpar terrenos e águas subterrâneas contaminados com compostos cloretados, principalmente o cloreto de etileno. Estas substâncias chegam aos subs

  
  

Equipe de cientistas da Universidade de Gent, na Bélgica, descobriu uma bactéria que pode ser usada para limpar terrenos e águas subterrâneas contaminados com compostos cloretados, principalmente o cloreto de etileno.

Estas substâncias chegam aos subsolos em conseqüência da atividade industrial. O cloreto de etileno, que serve para a produção de cloreto de vinila, a matéria prima do policloreto de vinila (PVC), é presumivelmente cancerígeno e uma ameaça à vida selvagem, mantendo-se tóxico durante 50 anos.

Segundo Stefaan Dewildeman, chefe da equipe dos pesquisadores, a bactéria é da estirpe DCA-1, de respiração anaeróbica. Esse fator lhe permite transformar o cloreto de etileno em etano, sob circunstâncias ambientais normais e em poucos dias.

Ele explicou que a estirpe usada na pesquisa respira os poluentes como os animais respiram o oxigênio, sendo liberada, no processo, energia suficiente para manter o organismo vivo e para que se reproduza.

Doutor em bioquímica e tecnologia microbiana, Dewildeman trabalha para uma empresa privada e patenteou a bactéria com o nome de Dechlorobac.

Além de identificar que se tratava de uma nova estirpe da Desulfitobacterium, sua equipe definiu o meio de crescimento certo para cultivá-la. Com isso, os pesquisadores garantem conseguir a produção do micróbio em massa.

Além de biológico, o sistema de limpeza de águas subterrâneas com bactérias é mais barato e eficiente que os métodos usados até agora, de acordo com os pesquisadores.

Eles afirmam que a DCA-1 conserva-se até 30 anos num espaço fechado, sem que se altere a sua estrutura. O potencial do microorganismo já foi demonstrado em amostras de água, em laboratório.

Segundo os pesquisadores, a degradação foi completa. Agora, os cientistas querem analisar sua eficácia em solos, sob condições experimentais. Esses testes estão em andamento.

Fonte: Agência Lusa

  
  

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