Cientistas brasileiros trabalham em projeto internacional de satélite

Cientistas e pesquisadores brasileiros estão trabalhando no projeto internacional de um satélite que será capaz de descobrir novos planetas com as mesmas características da Terra. A participação brasileira inclui o trabalho científico destinado à cons

  
  

Cientistas e pesquisadores brasileiros estão trabalhando no projeto internacional de um satélite que será capaz de descobrir novos planetas com as mesmas características da Terra.

A participação brasileira inclui o trabalho científico destinado à construção do satélite, a operação de uma das bases de recepção de dados e o desenvolvimento de softwares para o controle e tratamento dos dados enviados pelo satélite.

Iniciado em 2001, o projeto conta com a participação da França, Alemanha, Áustria,Bélgica, Espanha, Itália e da Agência Espacial Européia. Batizado de Corot, o satélite deve estar concluído em 2004 e seu lançamento está previsto para o início de 2005 na Guiana, no norte da América do Sul.

Capaz de medir as variações de luz das estrelas com uma precisão nunca antes atingida, o Corot vai incrementar os estudos na área de sismologia estrelar e vai possibilitar a busca dos chamados exoplanetas externos ao nosso sistema solar.

"Pela primeira vez na história da humanidade serão descobertos outros planetas sólidos,pequenos e constituídos de minerais, como a Terra", garante Eduardo Janot Pacheco,professor associado do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP - Universidade de São Paulo.

Coordenador da participação brasileira no projeto, Eduardo Janot informa que o Corot terá duas bases para recepção de dados, uma na Espanha e outra na estação do Inpe - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, em Natal (RN). "Com a base brasileira, a capacidade de observação do satélite aumenta em 50%", observa Janot.

Além de disponibilizar a base, pesquisadores brasileiros serão os responsáveis pelo desenvolvimento de softwares para controle e tratamento dos dados enviados pelo satélite.

Para tanto, uma equipe de seis cientistas e engenheiros da Escola Politécnica da USP, da UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte e do Inpe, passarão dois anos na França acompanhando o desenvolvimento do projeto.

Várias instituições de ensino e pesquisa brasileiras participaram do trabalho cientifico prévio para a construção do Corot, entre elas, o ON - Observatório Nacional do Rio de Janeiro, a USP, o Inpe, a Universidade Mackenzie e diversas universidades federais.Segundo Eduardo Janot, por meio de medidas fotométricas precisas, o Corot poderá realizar observações, em outros sistemas, de estrelas com as mesmas características do Sol. Ele também será capaz de estudar os terremotos das estrelas (estelemotos).

"O estudo desses fenômenos nos permitirá saber como são suas estruturas", explica o professor.

Eduardo Janot prevê quer a partir da entrada em órbita do Corot cerca de 60 mil estrelas poderão ser estudadas. Segundo ele, será possível, inclusive, estabelecer com mais precisão a evolução do sol, uma vez que o satélite viabilizará o estudo de estrelas gigantes.

"O sol é uma estrela anã de meia idade que ainda está em evolução. É como prever como será a estrutura do sol daqui há algum tempo" afirma o professor.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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