Cinquenta mil pessoas dizem não a Angra 3

Representantes de organizações ambientalistas e movimentos sociais entregaram ao governo federal, na manhã desta quinta-feira,milhares de abaixo-assinados e cartões contra a construção da usina nuclear Angra 3, e a favor do uso das fontes de energia limpa

  
  

Representantes de organizações ambientalistas e movimentos sociais entregaram ao governo federal, na manhã desta quinta-feira,milhares de abaixo-assinados e cartões contra a construção da usina nuclear Angra 3, e a favor do uso das fontes de energia limpas e renováveis. A ação foi realizada diante do Palácio do Planalto.

As organizações aproveitaram a realização da Conferência Regional sobre Energias Renováveis no Palácio do Itamaraty, que contou com a presença do ministro do meio
ambiente alemão, Jürgen Trittin, e de representantes de vários governos latino-americanos.

As entidades que compõem o Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais entregaram documentos assinados por mais de 50 mil pessoas, demandando que Lula dê um maior incentivo à energia solar, eólica e de biomassa e ponha fim à aventura nuclear brasileira.

Ativistas do Greenpeace cobriram parte da Praça dos Três Poderes, em frente à sede do governo federal, com um enorme tapete de 400 m2, composto por cerca de 14 mil cartões coloridos assinados por brasileiros do Rio Grande do Sul ao Amapá. Endereçados ao presidente da República, o tapete continha o pedido `Angra 3, não` escrito com os cartões que, por sua vez, continham as mensagens `Energias Renováveis, Já!` em uma de suas faces e a inscrição `Angra 3, Não!`, na outra.

Ao mesmo tempo, no Itamaraty, integrantes do Greenpeace, Fundação SOS Mata Atlântica, Sociedade Angrense de Proteção Ecológica (Sapê), Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá), Fórum de Energia de Rondônia (Foren) e Núcleo Amigos da Terra Brasil entregaram ao presidente Lula diversos volumes encadernados, contendo as folhas restantes do abaixo-assinado antinuclear e pró-renováveis.

`A nossa idéia foi exatamente mostrar a contradição do governo federal que, em vez de promover as fontes de energia mais modernas, pretende construir uma usina nuclear insegura, cara, suja e ultrapassada, mesmo contra a vontade da maioria da população`, afirmou Sérgio Dialetachi, coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace.

`As entidades que assinam têm como diferencial captar esse sentimento, que vem desde nossa primeira ação contra a bomba e contra as usinas nucleares, traduzidas no Brasil na luta contra Angra e contra a construção de usinas na Juréia, que se transformou numa área protegida.

Esse sentimento está latente e basta uma chamada para se transformar nessa ação e mobilização com as assinaturas`, disse Mário Mantovani, diretor de relações institucionais da Fundação SOS Mata Atlântica.

`As energias renováveis, ao contrário dos combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão mineral, das grandes barragens e das usinas nucleares, possibilitam a descentralização da geração de energia e a universalização do acesso à eletricidade, promovendo a inclusão social dos milhões de brasileiros ainda marginalizados pelo sistema elétrico brasileiro`,completou Lúcia Schild Ortiz, coordenadora do Núcleo Amigos da Terra Brasil.

`Desafiamos os defensores da energia nuclear a demonstrarem a sua viabilidade. O Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais é radicalmente contra a construção de usinas nucleares,não só pelos riscos que apresentam, mas também por conta de seus altos custos`, afirmou Temístocles Marcelos, coordenador do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais.

Mais informações:

Em Brasília:

- Reinaldo Canto, assessor de imprensa, Greenpeace, (11) 9900-7796

- Sérgio Dialetachi, coordenador da Campanha de Energia, Greenpeace, (11) 9900-7796

Em São Paulo:

- Caroline Donatti, assessoria de imprensa, Greenpeace, (11) 3035-1196, 3035-1167

- Clarisse Goldberg, assessoria de imprensa, Fundação SOS Mata Atlântica, (11)
9986-7780, (11) 9104-2656

- André Kishimoto, webmaster, Greenpeace (para imagens), (11) 3035-1180

Em Porto Alegre:

- Lúcia Schild Ortiz, coordenadora de projetos, Amigos da Terra Brasil, (51) 9115-0334

Fonte: Assessoria de Imprensa do Greenpeace

  
  

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Mauro cezar

Mauro cezar

04/09/2008 21:12:10
sou contra porque as usinas nuclear são mais coecida como bomba relogio e trazem mais maleficio do que vantagem. como o ser umano pode construir algo que pode por em risco o ser humano durante 200 anos tem que proibir por que tambem causa danos a ambientais e a sociedade vai sofrer com isso muitas ainda fuciona representado perigo em potencia.
pergunto, o que vão fazer com os lixos toxicos vão jogar no ma ou no espasso?