CNEN divulga uso da irradiação como forma de aumentar oferta de alimentos

O uso da radiação na conservação de alimentos foi um dos temas apresentados pela CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear, em Recife (PE), na 11ª Expociência, evento que ocorreu paralelamente à 55ª Reunião da SBPC - Sociedade Brasileira para o Progress

  
  

O uso da radiação na conservação de alimentos foi um dos temas apresentados pela CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear, em Recife (PE), na 11ª Expociência, evento que ocorreu paralelamente à 55ª Reunião da SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

A técnica, já usada comercialmente em cinco irradiadores no país, pode ser uma das principais contribuições da instituição ao programa de combate à fome do governo federal, o Fome Zero.

Pequenas doses de radiação nos alimentos já embalados podem aumentar sensivelmente sua durabilidade e, conseqüentemente, reduzir o desperdício. A técnica é aplicável tanto para alimentos de origem vegetal como animal.

A CNEN mostrou ainda, na exposição tecnológica, como são os procedimentos de segurança adotados no uso de radiação e a aplicação nuclear na área médica. Técnica de preservação alimentar mundialmente usada, a irradiação permite que se eliminem bactérias, fungos e outros microorganismos, sem interferir no sabor, no valor nutritivo e nas demais características do alimento. Outros benefícios são o retardo da maturação e a redução da transmissão de doenças.

“Um mamão maduro, por exemplo, teria no máximo uma semana para ser consumido antes de tornar-se impróprio. Irradiado, pode ter suas características originais conservadas por um tempo maior, aproximadamente duas a três vezes o natural”, explicam os técnicos.

A irradiação é um método de preservação aprovado pela agência das Nações Unidas (ONU) para a Agricultura e Alimentação (FAO) e usado por mais de 50 países em cerca de 40 tipos de alimentos, como grãos, especiarias, carnes, peixes, ovos, frutas e legumes.

Dos cinco irradiadores de alimentos usados comercialmente no Brasil, três estão em São Paulo, um no Rio de Janeiro e outro em Belo Horizonte. Este último pertence ao CDTN - Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear, vinculado à CNEN. A maior demanda é pela irradiação de condimentos, frutas secas e plantas medicinais.

Até o final do ano, um sexto irradiador estará em operação em São Paulo, no IPEN - Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, outra unidade da CNEN. O equipamento será usado em pesquisas e também na irradiação de alimentos em escala comercial.Há a alternativa de usar tecnologia nuclear também nas lavouras, para aumentar a oferta de alimentos.

O uso de equipamentos chamados radiotraçadores permite entender melhor o processo de fertilização das culturas plantadas, interferindo positivamente no seu crescimento e produtividade.

É possível ainda dimensionar reservas de águas subterrâneas, para uso mais racional na irrigação. Outra aplicação é no controle de pragas. A irradiação torna os insetos estéreis, o que diminui sua proliferação.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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