Commodities ambientais vão ganhar bolsa

Depois de quase cinco anos em gestação no movimento ambiental, a Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais se prepara para entrar em funcionamento este ano. Inspirada na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), na bolsa de flores de Holambra e em opera

  
  

Depois de quase cinco anos em gestação no movimento ambiental, a Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais se prepara para entrar em funcionamento este ano.

Inspirada na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), na bolsa de flores de Holambra e em operações on-line de mercados futuros, a bolsa é uma entidade não-governamental e sem fins lucrativos que pretende se transformar em um centro de comercialização internacional para mercadorias originadas de recursos naturais em condições sustentáveis.

A idéia é permitir que pequenos produtores ou cooperativas vendam suas mercadorias em leilões virtuais pela internet ou mesmo localmente, para compradores do Brasil ou do exterior, a preços justos e sem intermediários.

Será possível ainda que um investidor na Alemanha faça uma operação futura para adquirir, em espécie, a próxima safra do coco de babaçu de uma determinada comunidade no Maranhão, por exemplo.

O pagamento antecipado servirá para financiar a produção, como acontece com as safras agrícolas.Para serem comercializados na bolsa, batizada de BECE, da sigla em inglês, os projetos terão de ser aprovados por fóruns regionais que estão sendo instalados em todos os Estados do País.

“A implantação é tão ou mais importante do que o funcionamento do fórum”, explica a economista Amyra El Khalili, ex-operadora da BM&F responsável pelo desenvolvimento do Projeto BECE.

“Estamos aparelhando a comunidade para que ela se inteire de como o mercado se comporta. É importante que elas sejam capazes de definir preço das mercadorias e captar recursos e também que aprendam a importância de diversificar a produção e de não depender de um único comprador.”

O objetivo é instalar 280 fóruns pelo País. Eles serão geridos por um conselho formado por representantes do governo, da sociedade civil e dos produtores. Antes da instalação do fórum, porém, as comunidades precisam participar de um curso de 16 horas sobre commodities ambientais. Até o momento, 20 cursos já foram realizados.

“Há uma enorme demanda de empresas querendo patrocinar os fóruns”, diz Amyra, que apresentou o projeto durante um seminário na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo no final do ano passado.

“Mas estamos analisando com muito cuidado pois não podemos ficar dependentes de patrocinadores nem sofrer qualquer tipo de interferência.” Recentemente, o projeto ganhou ainda apoio institucional da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

Fonte: CTA_JMA

  
  

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