Concessionária traz de volta árvores nativas ás rodovias paranaenses

Há uma tendência crescente de as empresas responsáveis reorientarem suas ações tendo em vista a questão ambiental. A temática de espécies exóticas invasoras – que não são naturais da região - tem sido o foco da atuação do Instituto Hórus de Conserva

  
  

Há uma tendência crescente de as empresas responsáveis reorientarem suas ações tendo em vista a questão ambiental. A temática de espécies exóticas invasoras – que não são naturais da região - tem sido o foco da atuação do Instituto Hórus de Conservação da Natureza, que tem ligação com o Programa Global de Espécies Invasoras (GISP) , iniciativa internacional com origem na Convenção Mundial de Biodiversidade.

A ótica do problema é abrangente e tem sido colocada em nível global, pois se trata de questões ambientais que não podem ser tratadas dentro de fronteiras políticas ou geográficas.

Dentro deste contexto a Caminhos do Paraná e o Instituto Hórus estão unindo esforços no sentido de atingir objetivos complementares: a conservação ambiental, a conscientização do público e a manutenção das rodovias concessionadas, reduzindo a dispersão de espéciesinvasoras.

Para tanto, a empresa está desenvolvendo o projeto Reencaminhar, que prevê a remoção de árvores não naturais da região existentes na faixa de domínio das rodovias BR277 (entre Guarapuava e São Luiz do Purunã) e BR373 (entre Ponta Grossa e Prudentópolis).

As plantas exóticas podem ser prejudiciais aos sistemas naturais porque com o tempo passam a dominar o ambiente, expulsando as plantas nativas e reduzindo a diversidade de fauna e flora e a capacidade de auto-sustentabilidade dos ecossistemas naturais.

Além dos benefícios ambientais esperados pelo projeto, pretende-se aumentar a segurança do usuário, já que, muitas dessas árvores encontram-se próximas à pista de rolamento e por força de intempéries podem soltar seus galhos, tombar sobre a pista e/ou aumentar a gravidade de um acidente, pois são obstáculos naturais aos veículos.

O valor arrecadado com a venda da madeira custeará a implantação do projeto, para o qual estima-se um investimento de cerca de cinqüenta mil reais, entre despesas operacionais, com técnicos e trabalhos de educação ambiental.

Opinião da empresa

A empresa, que é certificada na norma ISO14001, acredita que em 11 anos todafaixa de domínio esteja recuperada, seu ecossistema esteja mais equilibrado e a região dos Campos Gerais ofereça ao motorista um cenário rodoviário mais próximo ao original.

Fonte: AssCom Caminhos do Paraná

  
  

Publicado por em

Geane

Geane

19/09/2008 08:54:06
Aprenda amar as árvores e aprenda amar a se mesmo