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As eficazes fibras alternativas ao amianto

A certeza sobre os malefícios do amianto permite a avaliação da eficácia das propostas alternativas, como o polipropileno (PP) e o poli álcool vinílico (PVA).

11 de Setembro de 2008.
Publicado por Equipe EcoViagem  

A luta pelo banimento do amianto no Brasil não guarda motivação comercial e sim de proteção à saúde. A Organização Mundial da Saúde reconhece que o amianto (ou asbesto), também do tipo crisotila (amianto branco) é altamente perigoso. Todas as fibras do amianto estão classificadas pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), braço da Organização Mundial de Saúde (OMS) para as questões do câncer, como altamente cancerígenas.

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou dia 4 de junho uma medida cautelar, requerida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), a respeito do uso e comercialização do amianto branco (crisotila) e única variedade ainda autorizada no Brasil. A Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidores de Fibrocimento (Abifibro) participou como "amcus curiae" da apreciação da liminar indeferida pelo Tribunal. Por sete votos a três, os ministros mantiveram em vigor a Lei paulista nº 12.684, que em 2007 vetou o amianto no Estado de São Paulo, e sinalizou possibilidade de derrubar em breve a Lei federal nº 9.055, de 1995, que proíbe os anfibólios e autoriza o uso do crisotila.

João Duarte Paes - Presidente da Abifibro

João Duarte Paes - Presidente da Abifibro

Cada vez mais o consumidor se questionará sobre o uso e comercialização de produtos não nocivos ao meio ambiente e à saúde humana. Para atender as novas exigências e necessidades, a indústria busca substitutos técnicos e econômicos adequados a esse novo perfil de consumo. A questão do banimento do amianto no Brasil acompanha essa discussão. A certeza sobre os malefícios do amianto permite a avaliação da eficácia das propostas alternativas, como o polipropileno (PP) e o poli álcool vinílico (PVA). O PP já vem sendo usado no Brasil em produtos de fibrocimento (telhas, caixas d'água, etc.) com qualidade técnica comprovada, além de seguro ao trabalhador e ao usuário.

Hoje, 48 países proíbem a extração, produção, comercialização e utilização de todos os tipos de amianto. Segundo o presidente João Carlos Paes, da Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidores de Produtos de Fibrocimento (Abifibro), o posicionamento da associação é favorável à substituição do uso do amianto no Brasil, tendo em vista que o país já conta com tecnologia e produto similar de qualidade e aprovado pelo Ministério da Saúde.

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Por: Isabela Barbosa
Fonte: Yellow Comunicação

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Comentários

Gisele Moura Leite

 postado: 17/9/2008 10:50:47editar

Gostaria de receber maiores informações a respeito dos malefícios do amianto e de como ele age, prejudicando o organismo.
Muito obrigada!

 

 

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