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Campanha `Chic é ser consciente`prioriza o bem-estar de pessoas e animais

Em uma época em que o mundo da moda vive grandes eventos, como São Paulo Fashion Week, Amni Hot Spot; Casa dos Criadores e Fashion Rio, surge um movimento que prioriza o bem-estar de pessoas e animais. Desenvolvida por uma parceria entre as empresas Z

30 de Janeiro de 2004.
Publicado por Equipe EcoViagem  

Em uma época em que o mundo da moda vive grandes eventos, como São Paulo Fashion Week, Amni Hot Spot; Casa dos Criadores e Fashion Rio, surge um movimento que prioriza o bem-estar de pessoas e animais.

Desenvolvida por uma parceria entre as empresas Zoe Assessoria e Eventos e Danielle Ferraz Jornalismo e Produções,a campanha ‘Chic é ser consciente’ nasce com a força de quem quer colaborar para mudar a mentalidade das pessoas em relação ao que é chique atualmente.

“Para nós, chique, hoje, não é apenas uma maneira de se vestir ou se portar, mas engloba também o conceito de
responsabilidade social. Não é simplesmente ter coleções e coleções de sapatos, mas ter um closet adequado às necessidades e não ter vergonha de doar o que não se usa. Não é vestir um ‘glamouroso’ casaco de pele, mas se recusar a se enfeitar com a pele de vários animais mortos cruelmente — muitos em vias de extinção”, afirma Danielle Ferraz, jornalista especializada em moda e uma das criadoras da campanha.

Para ela, chique é comprar com consciência, priorizando empresas com políticas sociais e ambientais. “Em pleno século XXI,com a indústria têxtil sendo capaz de produzir – com uma série de benefícios – a pele sintética, não podemos ser coniventes com a chacina de milhões de animais, que morrem de maneiras cruéis simplesmente porque é chique, símbolo de status, exibir um casaco legítimo”, completa.

A campanha

‘Chic é ser consciente’ tem como proposta difundir uma nova atitude de consumo de moda e incutir valores mais compatíveis com a realidade – e as necessidades – do planeta que, afinal, pede socorro.

“A moda é, acima de tudo, um meio de comunicação – nada expõe melhor os valores de uma sociedade do que a maneira com que ela se veste. Por isso, queremos que todos tenham acesso a informações que poderão melhorar a vida de todos”, explica a consultora.

Para isso, a Zoe Assessoria e Eventos e a Danielle Ferraz Jornalismo e Produções transformaram a campanha ‘Chic é ser consciente’ em uma marca registrada. A idéia é difundir a mensagem – e os valores – atrelados à marca com a comercialização de diversos produtos, como camisetas, bonés, acessórios de couro vegetal, material para escritório, etc.

Parte da renda arrecada será revertida para duas organizações que lutam pela causa ambiental e defesa dos animais: A WWF (World Wildlife Fundation) e a Sociedade Vegetariana Brasileira.

A linha completa de produtos ‘Chic é ser consciente’ será lançada no 36º Congresso Vegetariano Mundial, a ser realizado de 8 a 14 de novembro no Costão do Santinho Resort & Spa, em Florianópolis.

O evento internacional, que tem como patrono o
ex-beattle Paul Mc Cartney, reunirá cerca de mil pessoas e contará com o I Veg Fashion, primeiro desfile de moda com a participação apenas de empresas com políticas voltadas a preservação ambiental. Modelos e artistas internacionais já confirmaram a participação no Congresso, que terá repercussão mundial.

Para que a campanha ganhe força, as idealizadoras procuram empresas patrocinadoras que tenham valores semelhantes.“Empresas que possuem política voltada à preservação do meio-ambiente e responsabilidade social podem se tornar parceiras da campanha”, convida Tatiana Zitune, sócia da Zoe Assessoria e Eventos.

O consumo mundial:

Segundo o presidente do Instituto WorldWatch (entidade ambientalista sediada em Washington), Christopher Flavin, em recente declaração à imprensa, “o apetite de consumo sem precedentes está solapando os sistemas naturais dos quais dependemos e tornando mais difícil aos pobres satisfazer suas necessidades básicas”.

O desafio, de acordo com o relatório anual publicado pela entidade sobre o “estado do planeta”, é estender o lado positivo da prosperidade mundial aos 2,8 bilhões de pessoas que mal sobrevivem com menos de dois dólares por dia, ao mesmo tempo em que se contém o ímpeto consumista, que esgota os recursos e inviabiliza a expansão do bem-estar.

É necessário alterar o padrão de consumo individual que foi estabelecido como modelo na sociedade americana e européia.Juntos – EUA, Europa Ocidental, Japão, Canadá e Austrália, têm 15% da população mundial, mas consomem 60% dos recursos naturais.

Sobre a matança de animais

Veja alguns dados importantes sobre a matança de animais:

- A Federação Internacional de Comércio de Peles aponta um aumento anual de 7% nas vendas de peles pelo mundo. Isso corresponde a 9,9 bilhões de dólares.

-A Associação Britânica de Comércio de Peles divulgou que há um aumento anual de venda de peles de 30% somente no Reino Unido.

-Os negócios envolvendo peles animais movimentam 648 milhões de dólares por ano, correspondendo ao sacrifício de 3,5 milhões de animais.

-No Brasil, o consumo de peles também aumenta, principalmente como detalhes de roupas e em acessórios. O País também é um dos grandes criadores de chinchilas para exportação.

-Número de animais usados para fazer um casaco de peles de comprimento médio:

125 arminhos

100 chinchilas

70 martas-zibelinas

50 martas canadenses

30 ratos almiscarados

30 sariguéias

30 coelhos

27 guaxinins

17 texugos

14 lontras

11 raposas douradas

11 linces

9 castores

Sobre o meio-ambiente

-Países da América Latina destinam menos de 1% de seu Produto Interno Bruto (PIB) à melhoria das condições ambientais.Países como a Suécia destinam quase 4%. A situação começa a se tornar alarmante porque supõe uma escalada na marginalização dos latino-americanos no mercado global.

-O representante do WBCSD em El Salvador, Luis López Lindo, ressaltou que, `com os dados referentes aos cinco países da América Central, seriam necessários US$ 150 milhões ao ano, por um período de cinco anos, para poder enfrentar os problemas ambientais da região, relacionados à gestão de resíduos ou ao tratamento e abastecimento de água`.

Empresas Idealizadoras

A Danielle Ferraz Jornalismo e Produções é uma empresa especializada em produção de moda, desfiles e eventos. Danielle Ferraz é jornalista (vencedora do Prêmio Abril de Jornalismo de 2001) e consultora de moda. Além de ser colaboradora das principais editoras e emissoras de TV do país, Danielle atua na área de reposicionamento de imagem para empresas e na concepção / direção de desfiles e eventos e é docente do Senac Moda.

A Zoe Assessoria e Eventos é uma empresa especializada em planejamento, organização e assessoria de eventos. A empresa é constituída por Tatiana Zitune, Priscila Leite e Fernanda Rabahie, todas profissionais da área de comunicação.

Dentre os eventos realizados, destaca-se o São Paulo Happy Week, realizado em setembro de 2003, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

Fonte: Pauta Comunicação

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Comentários

Matteus Zafanella

 postado: 25/3/2009 18:53:00editar

Artigo de grande valia para os brasileiros que ainda engatinham no processo de conscientização de proteção ao meio ambiente. Muito bom mesmo!

 

Lyss

 postado: 1/5/2010 19:08:22editar

Eu achei muito boa essa reportagem,enfatizando o anti-uso de peles e conscientização da população em relação ao novo mundo da moda.

 

 

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