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Greenpeace lança quarta edição do Guia do Consumidor

À bordo do navio Arctic Sunrise, o Greenpeace lançou hoje a quarta edição do `Guia do Consumidor - lista de produtos com ou sem transgênicos` , que traz 28 empresas a mais do que a edição anterior. Das 108 indústrias de alimentos presentes na nova ver

13 de Abril de 2004.
Publicado por Equipe EcoViagem  

À bordo do navio Arctic Sunrise, o Greenpeace lançou hoje a quarta edição do `Guia do Consumidor - lista de produtos com ou sem transgênicos` , que traz 28 empresas a mais do que a edição anterior.

Das 108 indústrias de alimentos presentes na nova versão, 56% (60 empresas) estão na lista vermelha - ou seja, não garantiram aos consumidores que seus produtos derivados de soja ou milho estão livres de matéria-prima transgênica. Na edição anterior esse índice era de 61%.

O lançamento contou com a presença de ativistas do Greenpeace que, de olhos vendados, denunciaram companhias que ainda não adotam medidas de controle para garantir que seus produtos cheguem livres de transgênicos aos consumidores.

É o caso da empresa Bunge, detentora das marcas Soya, Delícia, Mila, Primor, Sol e Suprema, entre outras. A indústria holandesa, que fatura R$ 12 bilhões por ano no Brasil, adota na Europa uma política contra o uso de transgênicos, e realiza o controle em toda a sua produção de alimentos - inclusive naqueles destinados à alimentação dos porcos europeus.

Já no Brasil, a empresa não faz nenhum tipo de verificação em relação aos produtos transgênicos para os produtos que coloca nas prateleiras dos supermercados. Após o lançamento do guia no Arctic Sunrise, os ativistas do Greenpeace seguiram para o Mercado Público de Porto Alegre para distribui-lo à população.

Na quarta edição do Guia do Consumidor, cresceu o número de empresas na lista verde, ou seja, aquelas que se comprometeram a não utilizar matéria- prima transgênica na fabricação de seus produtos. Na versão anterior, essas indústrias representavam 39% do total, contra 44% (48 companhias) na atual.

`De fato, a pressão dos consumidores é fundamental para garantir um meio ambiente e uma alimentação livre de transgênicos. Foi graças à pressão dos brasileiros que grandes indústrias, como a Nestlé, a Kraft e a Unilever, garantiram que não utilizam transgênicos em seus produtos`, disse Gabriela Couto, da Campanha de
Engenharia Genética do Greenpeace.

Rotulagem

O Guia do Consumidor continua sendo a principal ferramenta para os brasileiros que querem evitar o consumo de transgênicos.

`A lei de rotulagem, apesar de já estar em vigor, não foi implementada - parte por negligência do governo e parte por desrespeito das indústrias de alimento em relação ao direito do consumidor à informação`, afirmou Gabriela.

O decreto e a portaria federais que determinam como deve ser feita a rotulagem dos produtos transgênicos começaram a valer no início de abril, mas o governo ainda não sabe como implementá-los.

De acordo com o decreto, todos os produtos que contenham mais de 1% de matéria-prima transgênica, devem ter um rótulo específico, que contenha o símbolo transgênico em destaque, junto com as seguintes frases: `(produto) transgênico` ou `contém (matéria-prima) transgênico`.

O decreto determina ainda que produtos que tenham sido fabricados a partir de transgênicos, mesmo que não contenham o DNA transgênico em sua composição final,
devem trazer a frase `fabricado a partir de (produto) transgênico` em seu rótulo. Isso porque o DNA de muitos produtos é destruído em seu processo de fabricação, o que
inviabiliza a detecção do gene transgênico. É o caso dos óleos, margarinas e das lecitinas de soja usadas em chocolates, por exemplo.

Além disso, os produtos de animais alimentados
com transgênicos (como leite, ovos e carne) também devem trazer no rótulo a informação `produto de animal alimentado com transgênico`.

`O que vemos hoje é que algumas empresas estão adotando controle simplesmente para aqueles itens em que é possível detectar o DNA transgênico no produto final. É assim também que o governo está implementando a fiscalização da lei de rotulagem`, analisou Gabriela.

`Mas isso é uma vergonha. O consumidor tem o direito de saber se o produto que está comprando usou matéria-prima transgênica em alguma etapa de sua fabricação`.

Desde a primeira edição do Guia do Consumidor, publicada em maio de 2002, foram distribuídas 270 mil cópias impressas e foram feitos mais de 600 mil downloads no site do Greenpeace. O guia conta com pontos de distribuição em 13 cidades de todo o Brasil e pode ser reproduzido livremente.

Segundo pesquisa do Ibope realizada em dezembro de 2003, 74% dos brasileiros não querem comer transgênicos.

Fonte: Greenpeace

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