Pesquisa aborda relação entre uso das tintas e a economia de energia nas construções

Uma pesquisa desenvolvida no Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) analisa a influência entre as tintas utilizadas em construções e o gasto de energia dependendo das característic

  
  

Uma pesquisa desenvolvida no Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) analisa a influência entre as tintas utilizadas em construções e o gasto de energia dependendo das características do material utilizado.

O estudo, denominado "Influência das tintas imobiliárias sobre o desempenho térmico e energético das edificações", vem sendo desenvolvido pela doutoranda da Unicamp Kelen Dornelles, sob orientação do professor da UFSCar Mauricio Roriz.

De acordo com os pesquisadores, a importância da pesquisa é chamar atenção para a importância na escolha de tintas que retenham mais ou menos calor, dependendo da necessidade de cada região.

"Nós procuramos apontar as diferenças em retenção do calor dependendo das tintas utilizadas. Com isso, é possível apontar quais são os materiais mais indicados para cada situação, tanto em lugares frios, que necessitam de tintas que retenham mais calor, como em regiões tropicais, a exemplo de nosso país", comenta Roriz.

No caso brasileiro, analisar as tintas que retêm menos calor significa uma economia muito importante no uso de ar-condicionado e, consequentemente, no consumo de energia. O professor exemplifica essa redução de consumo segundo algumas pesquisas já desenvolvidas na área.

"Os edifícios são responsáveis por cerca de 34% de toda a energia produzida no Brasil e, desse consumo, uma grande parte é para conforto, como iluminação e ar-condicionado. Por isso, se reduzirmos a necessidade dessa energia com a utilização de tintas adequadas, estaremos contribuindo fortemente para o consumo energético racional", avalia.

No entanto, apesar da importância dos estudos relacionados à questão da influência das tintas sobre o desempenho térmico e energético, existem poucas iniciativas em todo o mundo.

"Este é um assunto ainda desconhecido tanto do universo acadêmico quanto das próprias empresas. Contudo, acreditamos que as discussões em torno da sustentabilidade podem levar as áreas de tintas e edificações a voltarem atenção para essa questão", destaca a doutoranda Kellen Dornelles.

Durante o estudo, Dornelles analisou dezenas de tintas existentes no mercado, verificando o que cada tipo e cor absorve e reflete, não apenas em relação à luz, mas todas as freqüências do espectro solar. O infra-vermelho, por exemplo, apesar de não ser visível, está presente na luz solar e concentra grande parte do calor. Todo o procedimento de análise teve como objetivo justamente avaliar o comportamento térmico dos edifícios de acordo com as propriedades químicas das tintas.

Para o professor Mauricio Roriz, esse tipo de informação não é importante apenas para a comunidade acadêmica ou para as empresas, mas sobretudo para a população. "As informações quanto ao tipo de tinta que retém mais ou menos calor, que obriga a utilização de refrigeração em maior ou menor escala são muito importantes para todos. Acredito que deveria até mesmo existir meios que obriguem a divulgação dessas informações para os consumidores", comenta.

A pesquisa foi apresentada no 10º Congresso Internacional de Tintas, que se destaca como o evento mais importante da América Latina do setor. O Congresso, que aconteceu em São Paulo, procura possibilitar a aproximação entre universidades e indústrias.

"Nesse sentido, acredito que o Congresso será uma boa oportunidade para mostrarmos a importância das discussões em torno da influência das tintas sobre o desempenho térmico e energético das edificações", considera Dornelles.

Fonte: UFSCar

Del Valle Editoria

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Dr Raimundo Ribamar de Almeida

Dr Raimundo Ribamar de Almeida

17/9/2009 09:22:00
Segundo Fridjof Capara a raça humana marcha para sua extinção. Culpados: capitalismo selvagem, ganancia, imprudencia humana entre outros. Seu texto é pertinente. Parabens.