Criação de consórcio para alavancar exportação de produtos orgânicos brasileiros

Geração de novas empresas, desconcentração dos produtos exportados, inovação do setor alimentício, fortalecimento da marca Brasil com alimentos de qualidade e mais saudáveis. A busca de informações para traçar estratégias de mercado num trabalho conju

  
  

Geração de novas empresas, desconcentração dos produtos exportados, inovação do setor alimentício, fortalecimento da marca Brasil com alimentos de qualidade e mais saudáveis.

A busca de informações para traçar estratégias de mercado num trabalho conjunto com as embaixadas no exterior, a conclusão de estudos para análise de oportunidades, o diagnóstico da cadeia produtiva brasileira identificando o potencial do exportador analisando pontos fortes e fracos.

E metas com diretrizes para o crescimento da exportação do setor, são alguns dos pontos chaves do início de uma plataforma de exportação, criada para alavancar as vendas externas dos orgânicos brasileiros.

As metas foram estabelecidas por Liliane Rank da Apex-Brasil, que diz : “a realização da Conferência Biofach para Desenvolvimento de Mercados Orgânicos no Rio de Janeiro neste ano, foi um marco para o setor brasileiro.

Segundo dados do IPEA, as empresas exportadoras empregam 6 vezes mais e são 16 vezes mais rentáveis”. Ela ressaltou a importância da participação da Biofach América Latina na agenda internacional do mercado orgânico, a responsabilidade do País em se organizar diante do potencial existente para não ficar de fora de um bolo crescente que estima movimentar em 2003, US$ 30 bilhões de dólares no mundo.

Mas, ressaltou também as dificuldades de estatísticas mundiais e nacionais, que dão fragilidade aos dados tão necessários para a criação dos planos de exportação. Parcerias com executores e apoiadores do projeto como o Sebrae, a Embrapa e o Ministério da Tecnologia, também são alvos do consórcio.

“Como a estrutura da agricultura orgânica é de média e pequena propriedade, a criação do consórcio será um forte apoio de representatividade efetiva junto aos órgãos, instituições públicas e privadas daqueles que investem nos “produtos limpos”, diz Maria Beatriz Martins Costa, diretora do Planeta Orgânico.

Segundo estudo do EOSTA - Organic & Biodynamic - Fruits and Vegetables (Holanda), um dos maiores investimentos que devem ser feito pelos agricultores brasileiros é o de capacitação neste tipo de agricultura. O Cepagro - Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo de SC - detectou entre os consumidores de Florianópolis, que o fator primordial do consumo de orgânicos está na busca da qualidade e do alimento mais saudável.

O Estado está entre os principais consumidores de produtos orgânicos no País. Em 2002, só no Brasil o setor movimentou 250 milhões de reais e, neste, a estimativa é de 300 milhões.

O seminário sobre O setor Orgânico e sua Capacidade de Exportar que aconteceu em SP na sexta, 12/12, reuniu as principais agências envolvidas no desenvolvimento do setor que, juntas, selaram um acordo para a criação de um
consórcio de exportação de orgânicos.

O Sebrae, a Apex-Brasil, o Planeta Orgânico – empresa responsável pela realização na América Latina da Conferência Biofach para Desenvolvimento de Mercados Orgânicos, a AECO,Associação do Agronegócio Orgânico Certificado e as principais certificadoras brasileiras e internacionais assumiram o compromisso da realização do consórcio.

Liliane Rank da Apex- Agência de Promoção de Exportações do Brasil – selou a parceira de fomento com o setor levando em conta fatores como, dados do setor não só pelo crescimento mundial, bem como pelo potencial interno de crescimento identificado após análise da Agência.

Fernando Augusto de Souza, presidente da AECO – Associação do Agronegócio Orgânico Certificado –objetiva agrupar as empresas com interesses comuns para destacar as melhores ofertas do programa de exportação. Bem como ampliar a produção de produtos orgânicos e avançar na conversão de terras, fomentar novas tecnologias e políticas nacionais para expandir as negociações internacionais.

Pela primeira vez reunidas na mesma mesa, seis das quase trinta certificadoras atuantes no Brasil, colocaram os principais objetivos e dificuldades do orgânico no Brasil.

João Augusto de Oliveira, diretor executivo da certificadora francesa ECOCERT – um dos selos mais exigidos no mercado europeu – diz que as próprias certificadoras sofrem aqui com a questão da normatização.

“No Brasil, o Ministério não registra o animal como orgânico e estamos com o leite e o mal impedidos de chegarem ao mercado”, diz Oliveira. Para José Neto, diretor da OIA no Brasil – certificadora argentina – “ 2004 deve ser o último ano da fragilidade e da falta de normatização da agropecuária orgânica no Brasil”.

Fonte: Galeria de Comunicações

  
  

Publicado por em