Especialista fará palestra hoje sobre os impactos das termoelétricas no meio ambiente

“As termoelétricas são impactantes tanto na pressão sobre os recursos hídricos, em que uma grande quantidade de água costuma ser utilizada para resfriamento das turbinas, quanto na contaminação do ar”, a afirmação é de Rachel Biderman, coorde

  
  

“As termoelétricas são impactantes tanto na pressão sobre os recursos hídricos, em que uma grande quantidade de água costuma ser utilizada para resfriamento das turbinas, quanto na contaminação do ar”, a afirmação é de Rachel Biderman, coordenadora do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

Ela apresenta, hoje à noite, na Fundação SOS Mata Atlântica, a palestra `Termoelétricas do Estado de São Paulo - Estudo de Caso Sorocaba e Araçoiaba da Serra”.Durante sua apresentação, a advogada ambiental e secretária-executiva do Instituto Pró-Sustentabilidade (IPSUS) vai mostrar estudos sobre essas duas regiões do Estado. De acordo com Rachel, a termoelétrica de Araçoiaba da Serra tem potência prevista de 500MW e a de Sorocaba de 1000MW.

Ambas devem ser construídas no centro das respectivas cidades, próximas a regiões populosas, residenciais o que, além de inviável do ponto de vista ambiental, irá contribuir para o agravamento do quadro de poluição.

“No caso de Sorocaba, está previsto o resfriamento a água, o que irá gerar enorme impacto sobre uma bacia já comprometida e que já apresenta violações dos padrões, principalmente de ozônio, em boa parte do ano.

Em Araçoiaba, a termoelétrica está prevista para ser construída no entorno imediato (4km) da Floresta Nacional de Ipanema (IBAMA) e próxima das instalações de Aramar, o que irá prejudicar a fauna e flora da região, além de gerar impactos de ruído e aumento de temperatura, numa cidade cuja vocação e atividade principal é o turismo rural e ecoturismo”, ressalta.

Rachel comenta que é fundamental uma reflexão sobre como deve ser o processo de tomada de decisão e o envolvimento da população em empreendimentos de
construção de termoelétricas.

“Existem dezenas de instrumentos legais que garantem a discussão pública sobre essas construções, mas a população precisa cobrar esse direito. As termoelétricas da região de Sorocaba já estão em fase de licenciamento e só agora as comunidades foram chamadas a opinar`, conclui.

O encontro será na Fundação SOS Mata Atlântica (Rua Manoel da Nobrega , 456), a partir das 20 horas.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

  
  

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