SOS Mata Atlântica retoma hoje seu ciclo de palestras

A Fundação SOS Mata Atlântica abre seu ciclo de palestras do ano apresentando hoje, dia 20 de fevereiro, com o tema A segunda etapa do financiamento do Projeto Tietê, por Mário Mantovani. Dia 27 de fevereiro, Rachel Biederman falará sobre Impactos sócio-a

  
  

A Fundação SOS Mata Atlântica abre seu ciclo de palestras do ano apresentando hoje, dia 20 de fevereiro, com o tema "A segunda etapa do financiamento do Projeto Tietê", por Mário Mantovani. Dia 27 de fevereiro, Rachel Biederman falará sobre "Impactos sócio-ambientais das termoelétricas no Estado de S. Paulo".

A segunda etapa do financiamento do Projeto Tietê:

A questão dos recursos hídricos tem merecido atenção especial, o que pode ser percebido durante o III Fórum Social Mundial (Porto Alegre, 23 a 28 de janeiro). O direito ao acesso à água e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado esteve presente em atos, oficinas, debates e conferências.

Com o objetivo de propiciar a discussão sobre temas relevantes na questão do meio ambiente e qualidade de vida, a Fundação SOS Mata Atlântica inicia seu ciclo de palestras de 2003 com a apresentação, por Mário Mantovani, do projeto de despoluição do Rio Tietê, atualmente em sua segunda fase.

Dando continuidade à oficina "Monitoramento Participativo em Projetos de Recursos Hídricos Financiados por Organismos Multilaterais", realizada durante o Forum Social Mundial, Mantovani apresentará como se dará o monitoramento do trabalho de despoluição do rio.

Também enfocará como uma entidade escolhe um tema chave como a água e, a partir dele, lida com questões práticas que envolvem a vida da população, a saúde, financiamentos, envolvimento da sociedade, comunicação e, principalmente, o controle social de obras desse porte.

Para Mário Mantovani, "faz-se necessário que a sociedade civil acompanhe os projetos de despoluição, garantindo uma maior participação na gestão dos recursos, assim como seu correto uso".

Oficina durante o III Forum Social Mundial:

Dia 26 de janeiro, a Fundação SOS Mata Atlântica coordenou, no Forum Social Mundial, a oficina "Monitoramento Participativo em Projetos de Recursos Hídricos Financiados por Organismos Multilaterais", dentro do eixo temático Poder Político, Sociedade Civil e Democracia.

A convite da Fundação SOS Mata Atlântica foram apresentados, além do projeto Tietê (SOS Mata Atlântica-Núcleo Pró-Tietê), os programas Bahia Azul (GAMBA) e Guaiba (Ecofundi). A apresentação do Projeto Tietê, maior financiamento do BID em despoluição e saneamento da América Latina, esteve a cargo de Malu Ribeiro, coordenadora do Núcleo Pró-Tietê.

Durante a oficina, o objetivo de troca de experiências entre as entidades e os gestores de políticas teve ampla participação. Estiveram presentes à oficina o Secretário Nacional de Recursos Hídricos, João Bosco Senra, representante do BID, o fotógrafo Sebastião Salgado, entidades, sindicatos, estudantes, professores, representantes da Agência Nacional de Águas (ANA), prefeituras, e outros, num total de 153 pessoas. A oficina contou com a co-participação da Rede Brasil de Acompanhamento a Bancos e Organismos Multilaterais.

Fundação SOS Mata Atlântica - Núcleo Pró-Tietê

Criado em 91, o Núcleo Pró-Tietê tem como principais objetivos desenvolver projetos e apoiar iniciativas de terceiros para a recuperação e a preservação do Rio Tietê. Como atividade inicial, o Núcleo Pró-Tietê desenvolveu um abaixo-assinado pela recuperação do rio, numa parceria com Rádio Eldorado. Maior campanha realizada no país em torno de uma questão ambiental na época, com a coleta de 1,2 milhão de assinaturas, transformou-se em um marco para o movimento ambientalista.

Sensibilizado, o Governo do Estado de São Paulo iniciou, em 92, o Programa de Despoluição do Rio Tietê, cujos resultados vêm sendo acompanhados e avaliados continuamente pelo Núcleo. Em 93, o programa começou a desenvolver o Reflorestando o Tietê, troca de latas de alumínio por mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, e o Observando o Tietê, monitoramento da qualidade da água desenvolvido em 50 municípios ribeirinhos da Bacia Hidrográfica do Tietê.

Em consequência da utilização de metodologias inovadoras e dos resultados obtidos, como o surgimento de lideranças locais em toda a bacia, esses projetos tornaram-se atividades permanentes.

Entre 96 e 99, o Núcleo trabalhou com o Mãos à Obra, projeto de educação ambiental em escolas públicas e privadas de São Paulo baseado no "Lavori in Corso", da ONG italiana Legambiente, e no inverno de 96, com a campanha Resoira São Paulo, um alerta à população e ao governo sobre um dos principais problemas ambientais das grandes cidades: a poluição do ar.

Mário Mantovani

Mario Mantovani é diretor da Fundação SOS Mata Atlântica há 12 anos, ocupando atualmente o cargo de Diretor de Relações Institucionais. Foi coordenador do Pólo de Ecoturismo da Fundação, do Núcleo União Pró-Tietê, tendo atuado também em captação de recursos, campanhas institucionais, acompanhamento e desenvolvimento de projetos, representação e assessoria políticas e participação em Redes de ONGs.

Criou a Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente - ANAMMA e, com governos locais, foi responsável pelo desenvolvimento e implantação dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente, buscando o aperfeiçoamento do Sistema Nacional de Meio Ambiente.

Idealizou os Consórcios Intermunicipais de Bacias Hidrográficas e de Meio Ambiente, como uma forma de mobilização pela legislação nacional de recursos hídricos e instrumento de consagração da Bacia Hidrográfica como unidade de planejamento ambiental, a exemplo do Consórcio do Rio Jacaré-Pepira.

Com mais de 35 anos de atuação na área ambiental, presidiu e participou da construção de diversas entidades, redes e fóruns de organizações da sociedade civil. É fundador e coordenador do Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável - CBTS, Conselheiro do Programa dos Pólos de Ecoturismo do Brasil.

Participou do Ano Internacional do Ecoturismo, em Quebec, e dos principais eventos internacionais para a criação de um selo global para a certificação em turismo sustentável. Integrou ainda o Fórum Brasileiro de ONGs para preparação da Eco-92, representando entidades ambientalistas, e teve participação na Rio+10.

Representante ambientalista em dezenas de Conselhos, esteve no Consema - SP, Conselho Nacional de Meio Ambiente - Conama, Associação Brasileira de ONGs - ABONG e Banco Interamericano - BID (consultor). Fundou e coordena a rede de ONGs da Mata Atlântica.

Entre seus trabalhos publicados, destacam-se: Manejo de Bacias Hidrográficas e Consórcios Intermunicipais - Cepam; Política Municipal de Meio Ambiente - Cepam; Projeto de Educação Ambiental - monitoramento da qualidade das águas - SOS Mata Atlântica.

Fonte: Fundação SOS Mata Atlântica

  
  

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