UnB promove curso para professores do ensino fundamental sobre sensibilização ambiental

Um projeto pioneiro da Universidade de Brasília (UnB) insere a necessidade de conservação dos mananciais em todas as disciplinas ensinadas na escola. Por meio do curso Água como matriz ecopedagógica, as professoras Maria do Socorro Rodrigues, do Departame

  
  

Um projeto pioneiro da Universidade de Brasília (UnB) insere a necessidade de conservação dos mananciais em todas as disciplinas ensinadas na escola. Por meio do curso Água como matriz ecopedagógica, as professoras Maria do Socorro Rodrigues, do Departamento de Ecologia, e Vera Lessa Catalão, da Faculdade de Educação, levaram o tema para a sala de aula em uma experiência piloto em três escolas do Distrito Federal.

Em todo o ano de 2003, a dupla realizou oficinas e orientações com os professores e alunos de 1ª a 8ª série. Neste domingo, dia 7 de dezembro, das 8h às 12h, as docentes se reúnem com alunos universitários, professores e estudantes do Centro de Ensino, além de toda a comunidade da redondeza para, juntos, dar início ao replantio e à recomposição da vegetação ciliar no córrego Mestres D’Armas.

O projeto de extensão das duas professoras é desenvolvido no Centro de Ensino JK (Condomínio Estância Mestre D’Armas em Planaltina), na Escola Classe do Torto (Granja do Torto) e na Escola Classe Aspalha (Lago Norte). Recebe o apoio do Decanato de Extensão e do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) da UnB, da Caesb, da Escola da Natureza (pertencente ao governo do DF), da OnG Rede de Educação Integral Brasília e da Estação Ecológica de Águas Emendadas.

Inicialmente, 50 professores foram beneficiados diretamente com a proposta, mas, a partir deles, uma nova forma de ensinar passou a contagiar os alunos, que participaram de oficinas de reciclagem, sucata, entre outras.

Segundo a professora Maria do Socorro, a intenção foi trabalhar educação e ação de modo a sensibilizar as pessoas quanto à questão ambiental. Nisso, não entra apenas a conservação da qualidade da água e das matas, mas a própria relação do indivíduo com esses temas.

“Buscamos partir do ecossistema mais próximo, que é o indivíduo, melhorando sua auto-estima e consciência acerca de seu papel para a preservação do meio ambiente”, afirma.

Assim, os alunos aprenderam a cuidar de seu ambiente, das salas de aula, do pátio da escola, dos banheiros. E fizeram ainda um pequeno herbário e uma horta nas dependências do colégio.

A água também foi tratada de modo transversal em todas as disciplinas. Ou seja, o tema fez parte das aulas de ciência, português, matemática, história.

“O resultado vai além das expectativas, em todas as escolas, o material produzido pelos alunos e professores é muito valioso”, elogia a professora.

Para o próximo ano, as duas coordenadoras querem publicar um livro com o resultado da primeira experiência, além de abrir o curso para multiplicadores. Para um ano de aulas, os professores das escolas pagaram apenas uma taxa simbólica de R$ 40,00. O Cespe financiou todos os outros custos do curso, realizado na UnB em um total 180 horas/aula.

No domingo, os participantes devem plantar 400 mudas de espécies do cerrado mais adequadas aos mananciais. Farão ainda a limpeza do córrego.

“Essa é a culminância de um processo de educação ambiental, que mobilizou toda a comunidade”, afirma a professora Vera Catalão. Estudantes da Engenharia Florestal, Educação e Biologia da UnB também vão ao mutirão, que se tornou possível graças à doação das mudas pela Novacap e do adubo orgânico pela Belacap. A atividade vai das 8h às 12h e termina com um almoço comunitário no Centro de Ensino JK.

Como estamos na estação das chuvas, as professores esperam que em três meses, os primeiros resultados das plantas cultivadas já comecem a aparecer. Em outubro, o grupo da Escola Classe Aspalha já havia plantado 350 mudas nas margens do córrego do Palha, no Lago Norte. “Lá já está tudo verde”, entusiasma-se diz Vera.

Fonte: AssCom Social da Universidade de Brasília.

  
  

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