Descoberta em São Paulo nova espécie de pássaro

Apesar de ser um dos grupos mais bem estudados entre todos os vertebrados, as aves continam a revelar novos fatos para a ciência. Durante o monitoramento de fauna nos reservatórios de Biritiba-Mirim e Paraitinga que estão sendo construidos para suprir o a

  
  

Apesar de ser um dos grupos mais bem estudados entre todos os vertebrados, as aves continam a revelar novos fatos para a ciência. Durante o monitoramento de fauna nos reservatórios de Biritiba-Mirim e Paraitinga que estão sendo construidos para suprir o abastecimento de água na grande São Paulo (SP), o biólogo Luiz Fábio Silveira, da Universidade de São Paulo, fez uma importante descoberta para a ornitologia brasileira. Trata-se de uma nova espécie de pássaro que está sendo chamado de bicudinho-do-brejo-paulista (Stymphalornis sp. nov).

Se a descoberta de uma nova espécie de ave é importante para a ampliação sobre o conhecimento que se tem sobre a bidoviersidade brasileira, tal fato é ainda mais animador quando se trata de um estado como São Paulo cujas matas foram quase todas tomadas para o avanço das cidades e das áreas de cultivo agrícola.

A pequena ave , que mede cerca de dez centímetros , já chega ao conhecimento da ciência com a necessidade urgente de ser incluída na lista de espécies ameaçadas. Sua população é reduzida e tem uma distribuição geográfica restrita. A ave vive em brejos, que são áreas muito suscetíveis a alterações.

Além disso, está muito próxima à metrópole paulistana, numa área que sofre impactos da mineração, da agricultura e de barragens.

Segundo o autor da descoberta, a estimativa populacional do bicudinho nessa área é de 200 indivíduos, dos quais 72 já foram removidos para áreas mais seguras. Como os bicudinhos voam pouco e vivem na vegetação dos brejos que serão inundados, a probabilidade é que se afoguem.

“O brejo onde o primeiro casal foi registrado já está submerso”, alerta Silveira.

De acordo com o analista ambiental, Vincent Kurt Lo, o Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis vem acompanhando com atenção a nova espécie, desde sua descoberta, em fevereiro deste ano.

No momento, analistas ambientais recolhem novos dados sobre a espécie. Baseados nessas informações, os especialistas do órgão poderão propor estratégias de conservação para a ave.

O macho da nova espécie descoberta tem o ventre negro e o dorso marrom-esverdeado. Sua autonomia de vôo é de aproximadamente 20 metros, o que torna a espécie praticamente restrita à vegetação de taboas, típica dos brejos da região. É um pássaro de hábitos tímidos. Alimenta-se basicamente de insetos.

Fonte: Ibama

  
  

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