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Barra da Tijuca discute desenvolvimento sustentável com empresas, ONGs e prefeitura

Paraíso da classe média carioca desde, pelo menos, os anos 80, a Barra da Tijuca estará em discussão no Encontro Barra Sustentável

24 de Agosto de 2009. Publicado por Equipe EcoViagem  

Paraíso da classe média carioca desde, pelo menos, os anos 80, a Barra da Tijuca estará em discussão no Encontro Barra Sustentável, amanhã (25) no Hotel Sheraton. Representantes da iniciativa privada, de organizações não governamentais ambientalistas e do governo municipal farão exposições de discutirão temas de importância, não só para a Barra, mas sobretudo para a zona oeste do Rio de Janeiro, que se estende aos bairros de Jacarepaguá, Campo Grande e adjacências.

“A ideia é fazer um fórum de debates, criar a oportunidade de reflexão sobre a Barra da Tijuca, que é para onde a cidade cresce e onde o crescimento imobiliário é preocupante”, resume Ana Cláudia Nery, funcionária do hotel e autora da iniciativa. “Vamos assistir às exposições, ver se o ecossistema está protegido e o que precisamos fazer, governo, empresários e terceiro setor, para corrigir as distorções”.

A partir da inauguração da Linha Amarela, ligação direta do bairro com o centro e o aeroporto do Galeão, do outro lado da cidade, na Ilha do Governador, diversas empresas, inclusive multinacionais, preferiram transferir-se do centro para um lugar mais calmo, agradável e com uma das vistas privilegiadas do Rio de Janeiro.

Uma dessas instituições, o Instituto Terrazul, fundado em 1997 e desde 2000 sediado na Ilha da Gigoia, coração da Barra, participa do encontro. Seu representante Marcos Sant’Anna adianta que a ONG atua nas comunidades carentes da região, sobretudo moradores de favelas como Rio das Pedras, Terreirão, Muzema,. Tijuquinha, Vila da Paz, Cidade de Deus e Gabinal. Nelas vivem cerda de 100 mil pessoas, mais da metade do total de habitantes da Barra da Tijuca - aproximadamente 175 mil pessoas, pelo censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Goegrafia e Estatística (IBGE).

“Nossa atuação tem o objetivo de conscientizar principalmente a população jovem. Ensinamos a fazer monitoramento da água, damos cursos de informática, qualificamos para o mercado de trabalho local. Queremos que os jovens sejam multiplicadores dentro de casa, nos ambientes que frequentam”, diz, “ou seja, estamos muito além de falar sobre o histórico apenas, sobre a ocupação desordenada”.

A exposição de Marcos Sant’Anna no encontro tratará também de outra questão nevrálgica para a iniciativa privada, ONGs e governos: ações de intervenção com o objetivo de preparar o terreno para a Copa do Mundo de futebol de 2014 e, quem sabe, a Olimpíada de dois anos mais tarde.

Fonte: Agência Brasil
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