Conferência das Américas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

As belas paisagens do Rio de Janeiro foram o cenário escolhido para sediar o III Encontro Verde das Américas, o Green Meeting – Conferência das Américas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, organizado e coordenado pela Organização Ecológica

  
  

As belas paisagens do Rio de Janeiro foram o cenário escolhido para sediar o III Encontro Verde das Américas, o Green Meeting – Conferência das Américas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, organizado e coordenado pela Organização Ecológica Palíber, de 08 a 10 de setembro.

Auditório do BNDS lotado

O evento reuniu políticos, empresários, jornalistas, professores, ambientalistas – de profissão e/ou coração – entre outros profissionais, advindos de diversos países, envolvidos de alguma forma com a questão sócioambiental.

O objetivo do encontro, que contou com cerca de 1000 participantes com acesso gratuito, é “promover o equilíbrio sócioambiental do hemisfério e do planeta”, conforme declarou seu coordenador geral e presidente da Palíber, Ademar Leal Soares.

Durante os três dias do evento, as principais questões sócioambientais foram debatidas entre especialistas e o seleto público que lotou o auditório do BNDS: ações governamentais e da sociedade civil, agenda 21, recursos hídricos, meio ambiente urbano, entre muitas outras questões de cunho técnico, político, ou simplesmente emocional, todas inspiradoras e elucidativas.

O Green Meeting também foi palco para a entrega do Prêmio Verde das Américas, que prestigiou ações em 10 categorias: Desenvolvimento Sustentável, Florestas, Biodiversidade, Recursos Hídricos, Uso e Conservação do Solo, Gestão Ambiental Urbana, Combate a Poluição Atmosférica, Jornalismo, Biotecnologia, Mudanças Climáticas, Educação Ambiental e Destaque Sócioambiental

Dois conceitos foram, de uma forma ou de outra, colocados por quase todos os palestrantes do encontro. O primeiro é que não há mais como se falar em meio ambiente sem falar em política, economia, saúde, etc.. A questão ambiental é transversal, ou seja, perpassa diversas outras questões e deve ser analisada levando-se todas em consideração, principalmente a social. Hoje em dia, é impossível analisa-las separadamente, deixando-se bem claro que a questão ambiental, mais do que nunca, é sócioambiental.

Outra idéia bastante reforçada pelos palestrantes é a de que não se alcançará a tão almejada “revolução ambiental”, o envolvimento de toda a sociedade num novo processo de desenvolvimento, visando a sustentabilidade e a inclusão social, enquanto a questão sócioambiental não for efetivamente incluída no contexto das políticas públicas.

O grande desafio é conscientizar todos os setores da sociedade e restabelecer o dever do Estado e dos cidadãos de cuidarem, de forma integrada, da vida no planeta, e isso só será possível através da informação e educação ambiental de qualidade.

Ficou bem claro, porém, que esse processo só começará a ser efetivamente alcançado quando começarmos a limpar nosso meio ambiente interno, isto é, quando recuperarmos valores como solidariedade e coletividade, em detrimento do individualismo egoísta que predomina nas sociedades, estimuladas pelo modelo econômico vigente.

A transformação das relações do homem com o homem, com as outras espécies e com o planeta, é uma mudança que acontecerá aos poucos, de dentro para fora.

Acompanhe abaixo a entrevista com Ademar Leal Soares, coordenador do Green Meeting.

Qual o principal objetivo desse encontro?
O objetivo é criar um fórum de debate em prol do meio ambiente e que seja discutido de maneira clara, com propostas concretas para o meio ambiente. Após o encontro será formulada a Carta Verde das Américas, onde nós estaremos divulgando o que achamos de mais interessante e o que foi mais visado no evento como prioridade. Nessa carta também abordaremos a questão da Corte Verde das Américas, ou seja, a proposta da criação de uma Corte Verde Internacional, que seja um órgão das Nações Unidas como Tribunal Internacional Penal.

Como foram escolhidos os temas e os participantes?
Visamos escolher os temas mais interessantes no momento. Convidamos vários representantes de Ongs e do governo e montamos uma equipe para buscar uma dinâmica melhor em relação à temática do encontro. Como o evento foi no Rio, tivemos a necessidade de escolher um número maior de palestrantes desse estado. Buscamos também políticos que têm uma maior responsabilidade com a questão ambiental.

O Prêmio Verde das Américas é uma iniciativa de quem, para que e para quem?
O Prêmio Verde é surgiu no II Encontro Verde das Américas no ano passado, em Belo Horizonte, com o intuito de homenagear e incentivar pessoas que tanto têm feito em prol do meio ambiente. Consultamos diversas autoridades, políticos, órgãos governamentais e não governamentais e a sociedade civil, através da internet, para indicarem nomes que tenham um compromisso com o meio ambiente.

Como uma Ong, no caso a Palíber, consegue organizar um evento dessa magnitude e gratuito?
A organização de um evento como esse é desgastante, porque a nossa equipe é pequena, formada por cinco pessoas. Nós não trabalhamos sozinhos, tivemos o apoio de outras instituições, porque é isso que as Ongs devem fazer: trabalhar em conjunto. Nós começamos a trabalhar com bastante antecedência, mas a falta de recursos faz com que as coisas acabem ficando para a última hora. O mais difícil é conseguir patrocínio. A dinâmica de organização de um evento como esse, de fato, não é fácil, mas ficamos muito satisfeitos ao ver o trabalho concluído e o sucesso de público.

Fale um pouco mais sobre o trabalho da Palíber
A Organização Ecológica Palíber foi fundada em 1990, sob a ideologia de Paz e Liberdade. Tem vários trabalhos desenvolvidos em diversos Estados, principalmente na preservação das florestas e sua biodiversidade, dos recursos hídricos, da fauna silvestre e marinha, bem como estudos sobre mudanças climáticas. Participou a convite das Nações Unidas da Rio 92, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, atuando em várias comissões preparatórias. Participou da Habitat II 96, Istambul, Turquia, Conferência das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos, denominada de Cúpula Urbana. Participou, credenciada pelas Nações Unidas, da Cúpula de Johannesburg 2002, Rio + 10, na África do Sul. Além disso, realizou vários eventos sócioambientais de repercussão internacional, como o Green Meeting of Américas, a Conferência das Américas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

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Naiara cristina de lima passos

Naiara cristina de lima passos

16/09/2008 08:57:26
oi tudo bem eu sou alna naiara da escola e.m.f. heraldo barbuy eu achei uma coisa interesante e lequal beijos thsaul