Ibama desenvolve parceria com a Itália para programas de manejo sustentável

Contribuir para a redução da pobreza, com o melhoramento da segurança alimentar e a sustentabilidade das atividades extrativistas vegetais, é o principal objetivo do programa para a conservação e a valorização de recursos fitogenéticos de espécies de inte

  
  

Contribuir para a redução da pobreza, com o melhoramento da segurança alimentar e a sustentabilidade das atividades extrativistas vegetais, é o principal objetivo do programa para a conservação e a valorização de recursos fitogenéticos de espécies de interesse agroalimentar e industrial, que o Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis está formulando juntamente com a Embrapa e em parceria com a DGCS - Direção Geral para a Cooperação ao Desenvolvimento, do Ministério das Relações Exteriores da Itália.

O projeto vai ser desenvolvido na Resex - Reserva Extrativista Cazumbá, no Acre, e, para a primeira etapa, já estão garantidos recursos de US$ 850 mil (oitocentos e cinqüenta mil dólares). O projeto teve início em 2001, quando o DGCS procurou as autoridades brasileiras e apresentou a possibilidade da realização de uma ação de três anos, com um investimento aproximado de três milhões de euros.

A proposta tinha como finalidade contribuir para o alcance dos compromissos nacionais no que se refere ao tema de conservação e uso sustentável dos recursos fitogenéticos, por meio de estratégias integradas de conservação. Em março do ano passado, a missão italiana fez então a primeira visita ao Brasil para apresentar a iniciativa.

Em outubro do mesmo ano, a missão retornou e, em conjunto com as autoridades brasileiras, foi formado o documento de orientação do programa. Na última semana, entre os dias seis e 11 de abril, novamente, a missão italiana esteve no País e desta vez foi conhecer a Resex Cazumbá, onde o programa será iniciado.

Segundo o analista ambiental Oscar Pardiñas, que está desenvolvendo o programa no CNPT - Centro Nacional de Populações Tradicionais, do Ibama, Cazumbá foi escolhida para centralizar a ação por ser uma unidade que oferece as condições mais favoráveis e por possibilitar, a partir de lá, a repercussão da experiência em outras Resex.

“Para isso, os recursos já estão garantidos. No primeiro ano, a DGCS estará investindo 852 mil euros, cerca de US$ 850 mil e nos três anos de execução está prevista a aplicação de mais US$ 2 milhões”.

Com a participação do Ibama/CNPT e da Embrapa Cenagen, vão ser desenvolvidas pesquisas fitoterápicas e de produtos cosméticos e banco de sementes para pesquisas genéticas e agricultura sustentável.

Além disso, com o projeto, serão desenvolvidas pesquisas de mercado para uma melhor exploração dos produtos da reserva extrativista, de novos produtos e processos de manipulação de produtos extrativistas da floresta.

“Queremos com isso otimizar os processos de produção e pesquisa, o que vai abrir novos mercados para os produtos dos povos da floresta”, afirma Pardiñas.

Fonte: Ibama

  
  

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