Para WWF, países devem se mirar nos exemplos de sustentabilidade apresentados na Rio+20

Unidades de conservação, guia de consumo, economia verde e exibição de vídeos foram destaque na programação do WWF-Brasil nesta sexta-feira (15)

  
  

No último dia da Rio+20, ainda são muitas as incertezas sobre como será adotado o relatório final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Nesse cenário, para a presidente do Conselho do WWF Internacional, Yolanda Kakabadse, “seria justo o Brasil reconhecer que não houve vontade política, nem empenho de nenhum país presente aqui para incluir medidas mais ousadas no documento da Rio+20”.

Segundo ela, “os países vieram aqui, os chefes apertaram as mãos, mas ninguém fez nada para melhorar o documento”. E advertiu: “Se eles quisessem fazer a diferença, poderiam ter dito: não aceitamos o documento, e teriam proposto mudanças no texto. Mas todos baixaram a cabeça e aceitaram. Não quiseram ir contra, questionar e se comprometer com medidas mais ousadas”, concluiu Yolanda.

Maria Cecilia Wey de Brito, secretária geral do WWF- Brasil, destacou que conferências como a Rio+20 são importante pois reúnem muitos países permitindo ver qual o papel assumido por cada um deles nas negociações. Avaliando o discurso do governo brasileiro, que assumiu ser o documento resultante das negociações “o documento possível”, Maria Cecília ressaltou que o planeta precisa de um máximo possível de legislações e acordos na direção da sustentabilidade, e não de acordos mínimos.

Professores levam sustentabilidade para casa
Dezenas de professores de escolas do Rio de Janeiro, de outros estados e inclusive de fora do país levaram da Rio+20 algo mais que boas recordações: uma série de materiais didáticos e boa dose de entusiasmo para educação ambiental.

O grupo participou, nesta sexta-feira (22), de uma oficina de educação ambiental na Fundação Planetário, na capital fluminense, como parte da programação da Rio+20. Foi utilizado como material didático, publicações desenvolvidas pelo WWF-Brasil e parceiros, a exemplo do livro “Investigando a Biodiversidade: guia de apoio aos educadores do Brasil”, o “Pequeno guia de consumo para um mundo pequeno”, além do jogo “Reciclando”.

A oficina foi organizada pelo Instituto Supereco, com apoio do WWF-Brasil e do Programa Água Brasil, concebido pelo Banco do Brasil e desenvolvido em parceria com a Fundação Banco do Brasil, a Agência Nacional de Águas.

A bióloga Terezinha Martins, do WWF-Brasil, fez ainda, durante o evento, uma apresentação do cálculo da pegada ecológica, método que mede o impacto da ação humana sobre a natureza. “Esse tipo de oficina é muito útil para o trabalho em sala de aula, porque amplia a nossa visão sobre o assunto”, disse a professora carioca Zoraia Leite da Silva.

Já a professora Giuliana Zegarra, do Peru, se disse entusiasmada para voltar para casa e começar um projeto piloto de educação ambiental usando os novos conhecimentos e ferramentas que conheceu na oficina. “Tudo aqui é muito novo para mim. Precisamos desse trabalho continuado para fazer a mudança necessária”, disse.

Fonte: WWF-Brasil

  
  

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