Produção sustentável de ostras em Cananéia-SP abastece mercado paulistano

Quatro lojas da rede Pão de Açúcar - Morumbi, Alphaville, Jardim Paulista e Gabriel Monteiro da Silva - estão vendendo ostras frescas produzidas em ambiente sustentável pela Cooperostra - Cooperativa dos Produtores de Ostras de Cananéia. Os moluscos d

  
  

Quatro lojas da rede Pão de Açúcar - Morumbi, Alphaville, Jardim Paulista e Gabriel Monteiro da Silva - estão vendendo ostras frescas produzidas em ambiente sustentável pela Cooperostra - Cooperativa dos Produtores de Ostras de Cananéia.

Os moluscos da espécie Crassostrea brasiliana são coletados nos manguezais de Cananéia, no litoral sul do Estado, por caiçaras e remanescentes de antigos quilombos, que vivem da pesca artesanal e da coleta racional.A oferta do produto em São Paulo é resultado do Programa de Ordenamento da Exploração da Ostra do Mangue em Cananéia, iniciado em 1996 pela Fundação Florestal, órgão vinculado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente, em conjunto com o Programa Caras do Brasil, do Grupo Pão de Açúcar.

O objetivo é incentivar a produção e a comercialização de artigos elaborados com base no manejo sustentável para gerar riquezas às comunidades arentes.

Responsabilidade social e ambiental

O Pão de Açúcar selecionou, entre 340 organizações cadastradas, 80 fornecedores que demonstraram responsabilidade social e ambiental, abrangendo cooperativas, microempresas comunitárias e grupos indígenas. A lista de mercadorias inclui, além das ostras de Cananéia, mel do Parque Indígena do Xingu, farinha de banana do Pará, objetos de decoração do Ceará, cestas de Mato Grosso do Sul, doces e geléias caseiras de Minas Gerais e cosméticos da Amazônia.

O projeto, que deu origem à Cooperostra, é coordenado pela Fundação Florestal e pelo Instituto de Pesca, da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento. O primeiro resultado prático foi a organização da produção, que permitiu eliminar atravessadores e aumentar a remuneração média dos 48 cooperados. Em conseqüência, ocorreu a redução do esforço de coleta e do risco de sobre-exploração.

Qualidade sanitária

Outro benefício foi a legalização fiscal, sanitária e ambiental da atividade, que até então era clandestina e desrespeitava o defeso, período em que a captura é proibida para não prejudicar a reprodução dos moluscos. O manejo passou a ser feito com base em pesquisas sobre a população da espécie e a capacidade máxima de captura, resultando no aumento da produtividade.

A qualidade sanitária é fiscalizada e garantida pelo SIF - Serviço de Inspeção Federal. A conscientização dos extratores sobre a importância da preservação do manguezal é outra finalidade do projeto.

Para garantir sua renda, os cooperados precisam zelar pela integridade das árvores desse ecossistema, em cujas raízes-escora se fixam as ostras. Entre as áreas de mangue que restam no Estado, a maior e mais conservada está no Complexo Estuarino-Lagunar de Iguape, Cananéia e Paranaguá, onde está situado o projeto.

Essa região foi declarada Sítio do Patrimônio Mundial, pela Unesco, e costuma ser chamada de `berçário do Atlântico` devido à sua importância como criadouro natural de diversas espécies marinhas.

Prêmio internacional

No ano passado, durante a Conferência Rio+10, em Johannesburg (África do Sul), a Cooperostra ganhou reconhecimento internacional como iniciativa bem-sucedida de desenvolvimento sustentável e de combate à pobreza. Foi uma das 27 entidades agraciadas com um prêmio de U$ 30 mil oferecido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, tendo concorrido com 420 inscritos de 77 países.

O projeto tem apoio do Ministério do Meio Ambiente, Núcleo de Apoio à Pesquisa sobre Populações em Áreas Úmidas no Brasil, vinculado à USP - Universidade de São Paulo, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade, Instituto Adolfo Lutz, Secretaria de Estado da Saúde, Fundação Botânica Margaret Mee, Prefeitura municipal de Cananéia, Comissão Pastoral da Pesca, Visão Mundial e Shell do Brasil.

Fonte:Secretaria do Meio Ambiente do Estado de S.Paulo

  
  

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Gerson

Gerson

31/07/2012 15:25:43
Você teve sorte. Estive em 30/07/12 na Cooperostra as 15:30h. Decepção, não havia ninguém para me receber. Fui até o porto de Cananéia em vão, pois todos vendedores disseram que ostra em Cananéia, somente na Cooperostra. Voltei a Cooperostra as 16:30h, encontrando o local já fechado. Qual a melhor ostra brasileira? A de Florianópolis, é claro.

Dália

Dália

09/05/2010 19:49:27
Na verdade, não faço uso de nenhum produto animal na minha alimentação, porém, vejo o projeto como uma iniciativa muito boa e obrigatória!

Agora, é lamentável que finalmente esse produto se afunila no grande poço dos Oligopólios! Cadê os mercados alternativos da região?
Por acaso, isso quer dizer que sem concorrentes, eles compram pelo preço que querem e vendem pelo preço que bem entendem?

Thomaz Ribeiro de Almeida

Thomaz Ribeiro de Almeida

27/11/2008 19:27:32
venho consumindo aqui em Sao Paulo as ostras da COOPERATIVA QUE SAO DE EXCELENTE QUALIDADE E MUITO BEM CUIDADAS. Fizemos uma reuniao que é anual da família - uma ostrada- consumimos 100 dúzias de várias formas, in natura ou gratinadas com vários molhos com o agrado de todos que participaram.
Fui muito bem atendido pelo Hélio que nos atendeu prontamente em todas nossas necessidades. Agradecido por terem cooperado com esta fersta que se realiza há mais ou menos 18 anos.