Projetos de seqüestro de carbono deve ser um componente do desenvolvimento sustentável

Mesmo sendo o seqüestro de carbono - por meio do plantio de florestas, principalmente em áreas degradadas -um tema discutido no Brasil muito antes do início das primeiras adesões ao Protocolo de Kyoto, a comunidade científica ainda não divulgou nada de co

  
  

Mesmo sendo o seqüestro de carbono - por meio do plantio de florestas, principalmente em áreas degradadas -um tema discutido no Brasil muito antes do início das primeiras adesões ao Protocolo de Kyoto, a comunidade científica ainda não divulgou nada de concreto, como resultados palpáveis e estatísticas cientificamente mensuradas.

Em 1989, o Instituto de Estudos Avançados da USP - Universidade de São Paulo iniciou trabalho para a implementação do Projeto Floram, que reuniu diversos profissionais do setor e estudiosos do assunto. A idéia era implantar grandes massas de vegetação no território nacional para colaborar no seqüestro de gás carbônico, alcançando vários outros resultados.

O projeto foi detalhado e chegou a receber um prêmio internacional, mas também não foi adiante, embora tenha inclusive passado por uma revisão no encontro Rio+10, ocorrido em 2002. Segundo o professor Aziz Ab’Saber, o Floram ainda é válido e atual, mas não se concretizou por falta de conhecimento e vontade política do governo. Mato GrossoEmbora o mercado internacional de créditos de carbono ainda não esteja regulamentado, Mato Grosso pode investir em projetos de seqüestro de carbono, desde que atendam critérios sustentáveis.

A avaliação é do consultor do Instituto Pró-Natura e membro do Observatório do Clima, Fernando Veiga. “Mais do que acumular carbono, é fundamental gerar o desenvolvimento sustentável”, advertiu numa reunião pra discutir projetos sobre mudanças climáticas no estado.

Para o Mato Grosso, o consultor sinaliza com algumas possibilidades, apesar de o governo federal ainda não ter definido os parâmetros nacionais. A mais atraente, de acordo com Veiga, são os projetos de Sistemas Agro-florestais comunitários.

“Projetos de SAFs têm grandes chances de serem reconhecidos pelo governo brasileiro para sequestro de carbono”, avalia.

De acordo com ele, esses sistemas são ambientalmente corretos, geram renda durante todo o ano, além de ser uma forma de agricultura que gera vários empregos.

“Essa é uma das poucas opções que o pequeno produtor tem de entrar no mercado de carbono, o que deve ser feito por meio de cooperativas”, afirma.

Outra forma de investimento certo é o Manejo Florestal Sustentável, que se define como um conjunto de técnicas adequadas empregadas para garantir a extração dos recursos florestais, incluindo a madeira, causando o mínimo de impacto. Entre os benefícios estão a continuidade da produção e o aumento da rentabilidade.

“Qualquer projeto com componente de seqüestro de carbono que tenha uma certificação como o selo verde emitido pelo FSC (Forest Stewardship Council ou Conselho de Manejo Florestal) é uma garantia a mais para o investidor”, explica Veiga.

Outras possibilidades, mais discutíveis, também apontadas pelo consultor como captação de carbono é o do plantio direto de culturas como a soja, algodão e a cana-de-açúcar, a recuperação de reserva legal e o plantio de espécies exóticas.

“O plantio direto não está previsto no Protocolo de Kyoto, mas é uma possibilidade. Apesar de serem monoculturas, pela técnica do plantio direto tem-se um ganho de fixação de carbono no solo”, explica.Já em relação a recuperação, o consultor é ponderado.

“Apesar da lei, existem muitos produtores que até hoje não recompuseram a área de Reserva Legal. Se ele puder contabilizar esse reflorestamento como captação de carbono, é um atrativo a mais para ele cumprir a lei e respeitar o meio ambiente. O importante é que o projeto seja adicional em relação a realidade existente”, acredita.

Além de projetos de seqüestro de carbono, que na realidade, de acordo com especialistas, deve ser um componente de um projeto de desenvolvimento sustentável, existem outros projetos de uso sustentável como o uso da biomassa (resíduos de madeira, bagaço de cana) em substituição ao combustível fóssil (óleo diesel, gasolina), altamente viável devido a vocação agropecuária e madeireira de Mato Grosso.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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Ciro andrade

Ciro andrade

14/12/2009 14:15:38
Gostaria de participar de projetos sobre melhoria ambiental...
Especialmente no q se refere a sequestro de carbono. Moro em uma regiao onde ha possiblidade de desenvolver projetos dessa natureza.

Clodoaldo pedro de oliveira

Clodoaldo pedro de oliveira

12/11/2008 17:11:44
acho que é um boa forma de preservação.
Preciso de um engenheiro que faça o progeto, pois, possuo uma area em mata virgem (cerrado) e gostaria de preserva - la.area esta com 5154,60 ha.

Samara

Samara

06/09/2008 14:43:22
eu gostaria que essas explicações tivessem figuras que ajudam no entendimento

Jorge Dias Neto

Jorge Dias Neto

23/08/2008 22:02:45
gostaria de saber se os projetos de manejo sustentavel de extração de madeira podera ser enquadrado tambem num projeto de sequestro de carbono.